O ANO MUDOU, MAS… E VOCÊ?

Tanta expectativa para terminar o ano. Tanta expectativa para que este ano seja melhor!
Ok, o ano mudou, mas… e você?
Sim! Você! Afinal é você que faz as coisas acontecerem na sua vida através das suas escolhas.
O que escutou desde pequeno/a em casa, na escola, nos grupos de amigos, foi ajudando a formar a ideia que você tem a seu respeito. Se as palavras foram de incentivo, elogio e ajuda, ótimo! Assim a sua autoestima está bem e você tem mais êxito na vida. Porém, se sofreu com comentários negativos, antes ou agora, então precisará rever os seus conceitos, porque muito provavelmente, tem mais dificuldades em atingir seus objetivos.

Preste atenção nestas frases:
Não consigo lembrar nada do que aprendo.
Não entendo nada dessa disciplina.
Não consigo, é muito difícil.
Até tentei, mas desisti.
Não sou capaz, me sinto menos que os demais…
Não consigo aprender.
Nunca vou conseguir…
Não tenho tempo…

O cérebro processa essas informações e as armazena como um computador, na memória de longa duração e se transformam nas CRENÇAS LIMITADORAS. Ficam no inconsciente e influenciam as decisões.
São essas crenças que estão no pensamento e dirigem o comportamento.
. Então para que haja mudança, você precisa agir, mudar, repensar, resignificar seus próprios conceitos.
Esta não é uma tarefa fácil de executar sozinho/a, procure ajuda de uma psicóloga e faça este ano SER realmente um ano melhor.

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A Vida na Aviação Comercial

Relato feito  pela comissária de bordo Juliana Rebelatto e publicado com sua permissão.423061_10150584424506799_927421685_n

Cada profissão exercida, sem exceção, tem suas vantagens e dificuldades. E para profissionais que trabalham na aviação comercial isso não é diferente.
Vendo esses profissionais uniformizados, muito bem alinhados, com suas malas prontas para alguns dias de viagem, parece ser a vida que pedimos a Deus!
Para muitas pessoas viver viajando, hospedados em hotéis, conhecendo lugares nunca antes imaginados pode ser comparado à vida de uma atriz de Hollywood;  assim escuto de muitas pessoas.
Mas antes de chegar ao destino final para desfrutar de tudo isto, existe uma série de procedimentos e normas a serem seguidos a fim de assegurar a segurança e integridade dos passageiros.
Os comissários de bordo (ou de vôo) estão sempre prontos para atender aos passageiros, sejam elas pessoas que estão viajando a trabalho, a passeio, ou para fazer tratamento médico. São pessoas com os mais variados motivos e por conta dessa variedade, o jogo de cintura para atendê-los  tende a ser maior.
Iniciando uma jornada, seguimos uma escala mensalmente programada que ditará a nossa odisséia. Podemos iniciá-la no Sudeste e terminar no Norte passando por algumas cidades. Nestas viagens posso perceber a diferença de cultura que nosso país tem. Quão rica a nossa gastronomia é,  o modo de vida de cada região, assim como a cultura.
E assim seguimos uma jornada de até cinco etapas diárias, de até seis dias fora de casa, com os horários nada convencionais. Curiosamente às vezes até me pego olhando o calendário ou perguntando para um colega, em qual dia da semana estamos, porque o domingo e qualquer outro dia da semana está totalmente descaracterizado no meu calendário. Vivemos pelas programações, por quantos dias estaremos fora de casa. E com o passar do tempo, você acaba percebendo que você convive mais com o seu colega de trabalho do que com sua própria família ou amigos.  Fazer laços de amizade na aviação é algo um pouco mais complicado, por conta de que cada programação é efetuada com uma tripulação diferente! E cada um com suas manias e particularidades.
Mas existe algo nos tripulantes que me intriga e que talvez pudesse ser tema de tese de conclusão de curso. Por mais que a vida na aviação traga muitas experiências boas, oportunidades das mais variadas,  percebo que alguns colegas tem o tempo de vida contado. Os planos são os mais diversos. O que importa é fazer seu pé de meia e dar certo. Já ouvi muitas histórias. Pessoas que acreditaram em seus sonhos e arriscaram ter uma vida ‘normal’.
Desde pessoas que arriscaram trabalhar por conta, como outros que tentaram a vida em empresas. Só posso contar os depoimentos dos que voltaram. Dos que não se adaptaram e sentiram falta da vida agitada  na  aviação.
Eu  acredito que o ser humano precisa de equilíbrio em tudo o que faz, em todas as áreas da sua vida. E nesta rotina de nômades, onde o sacrifício de passar vários dias fora do seu círculo pessoal é a conseqüência inevitável, faz com que alguns anseios fiquem de lado e assim até algumas frustrações venham a  aparecer.
Mas eu apesar de querer fazer algumas atividades à parte da aviação, continuo a aproveitar o que ela me oferece. Olhando cada ângulo diferente do que costumava olhar e aprendendo a ser melhor. Sempre. Afinal de contas, sempre podemos ir mais longe!

Este depoimento evidencia alguns aspectos importantes da profissão:
– A pessoa que quiser segui-la deverá ter em mente que deve ter facilidade de comunicação e adaptação ao meio e aos horários.
– Deve ser desprendido e não  ser muito apegado à família, aos amigos e  a/o namorada/o.
– Também ficam prejudicados os cursos, pois nunca se sabe se o dia da folga coincidirá com o dia do curso.
– Se isto não estiver bem claro, haverá conflito entre o seu trabalho e seus outros ideais.

Os conflitos nem sempre são resolvidos facilmente, porque a pessoa fica insegura na hora de tomar uma decisão. Mesmo depois que a decisão foi tomada, fica a dúvida se é ou não a mais acertada. São dilemas que podem causar doenças psicossomáticas que se iniciam, muitas vezes,  por uma dor de cabeça.
Assim, se estiver se identificando com esse texto, procure ajuda profissional. O psicólogo, através de entrevistas e testes, poderá ajudá-lo /a na tomada de decisões.

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Professor – profissão de desafios e problemas

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O professor é  aquela pessoa que pensa contribuir para tornar a sociedade melhor, através do seu trabalho de formar seres humanos que com suas habilidades e capacidades encontrarão seu lugar na sociedade.
Preocupa-se com o conteúdo e as estratégias que irá usar para transmitir os seus conhecimentos e tornar a aula agradável e interessante.
O salário não é o que o mantêm na carreira, na grande maioria dos casos.  Sabemos que os professores são mal remunerados pelas horas trabalhadas. Na realidade, o seu trabalho tem início com a preparação das aulas, continua  em sala de aula e prossegue após as aulas,  com a correção de trabalhos, provas, cadernos e apostilas.  Avalia se há necessidade de reestruturar suas aulas ou pode seguir adiante.
Essa é a parte mais fácil da profissão, o que é previsível e controlável. O professor dedica anos de sua vida  estudando e formando-se para isso.

A parte mais difícil é a que tem trazido  professores para a terapia:  a convivência com os alunos, pais, coordenadores e diretores. O estresse advindo desses relacionamentos tem prejudicado o desempenho e a vida pessoal e profissional deles.DSC04446

Há trinta  e três anos, quando me formei como professora, esses problemas praticamente inexistiam.  Isso porque as crianças vinham para escola com vontade de aprender e recebiam dos pais a instrução de respeitar o professor.
O professor representava a figura dos pais, na ausência dos mesmos.  Os alunos respeitavam e obedeciam as ordens dadas.  As aulas transcorriam  bem e o professor podia transmitir seus conhecimentos e ver, com satisfação, o progresso dos alunos.  Os alunos, por sua vez, aportavam suas ideias e conhecimentos para enriquecer as aulas. Havia uma troca de informações.   Nas festas escolares os professores se esmeravam para ensaiar números novos onde cada aluno pudesse mostrar sua alegria ao participar.  As famílias vinham para assistir e prestigiar, trazendo também, tios, avós, primos e vizinhos. Era uma confraternização onde todos saiam felizes.

Ao longo dos anos,  as transformações ocorridas na sociedade se refletiram dentro das salas de aula.  As crianças não mais recebiam a instrução de obedecer e respeitar o professor.  O professor deixou de ser respeitado como um pai ou mãe, até porque os filhos perderam o respeito pelos pais.  Os pais na ânsia de serem liberais se perderam na hora de estabelecer limites e transmitir valores.
As crianças pensam que sabem tudo e podem tudo. Até chegar ao triste quadro que vemos, no noticiário da TV,  de crianças que ofendem e agridem fisicamente os professores. Pais que vão à escola, sem saber como agem seus filhos na sua ausência, e põem a culpa no professor pelas más notas do filho.
A televisão, a internet e os meios de comunicação transmitem informações às  crianças que nem sempre têm a maturidade para entendê-las.

Os valores mudam radicalmente: se usam as pessoas e se amam os objetos.

A formação perde o sentido quando ouço de um pai:

-Se passar de ano, te dou um carro!

O filho vai “tirar a nota” que precisa não porque quer aprender, mas sim porque quer o carro.  Que valor esse pai transmite ao filho?

O sistema também mudou e por longos anos não se podia reprovar o aluno. Davam a ele todas as chances de alcançar a nota necessária. Caso isso não ocorresse, podia fazer um trabalho para complementar a nota. Os alunos sabiam e nem se preocupavam, pois sabiam que não repetiriam o ano e não haveria punição pela falta de estudo e mau comportamento.

Com tantas mudanças, o desafio do professor é cada vez maior.

1-     Dominar o conteúdo, preparar uma aula interativa, interessante e que compita com a velocidade das informações obtidas pelos alunos na internet.

2-     Ter jogo de cintura e driblar o mau comportamento dos alunos.

3-     Adequar-se à realidade da instituição onde presta serviço.

4-     Tentar formar o indivíduo que lhe foi confiado no papel de aluno, transmitindo os conhecimentos e valores necessários.

5-     Estar disponível sempre  que a escola o requisitar.

6-     Ter autoestima elevada para aguentar todas as adversidades sem deixar transparecer o seu cansaço, aborrecimento, desapontamento e  tristeza em todas as ocasiões em que seus direitos são desrespeitados.

Poderia prosseguir com essa lista, mas creio que já é suficiente para exemplificar alguns motivos que levam um professor a fazer terapia.

A terapia é um momento onde o professor pode expor todos os seus sentimentos e dificuldades. É um espaço de reflexão e reavaliação de sua atuação, de seus conceitos e objetivos. É o momento para estabelecer novas metas para o seu futuro próximo e também para o distante.

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