AMAR: como saber se você ama e é amado/a?

Essa pergunta não sai da cabeça das pessoas. Povoa a mente de dúvidas, achismos, explicações. São pensamentos que impedem a pessoa de se concentrar e ser mais produtiva, seja nos estudos ou no trabalho. E na ânsia de encontrar respostas afirmativas, se esquece de refletir na essência: o que é o amor? O que eu penso que seja amar?

Podemos encontrar no dicionário que o Amor é um sentimento afetivo por outra pessoa. Mas o que nos faz despertar tal sentimento? O que buscamos nessa pessoa na qual investimos nosso sentimento que cremos ser amor? Por que alguns matam em nome do amor? Isso é amor? Por que tantas pessoas dizem que amam a outra e depois o relacionamento não segue adiante?

São tantas perguntas e tantas respostas e justificativas, que cada uma precisa ser cuidadosamente analisada na psicoterapia! Mas uma coisa é certa, se você não se conhece, não se ama, não se valoriza e não se respeita, o relacionamento já começa errado. Geralmente você busca a sua “metade da laranja”. E isso não existe!!!

Cada ser humano nasce único e com características próprias e nasce inteiro! Não precisa buscar sua “cara metade”, pois essa metade além de não existir, nunca vai aparecer. Se alguém disser que sim, é porque uma das pessoas está projetando na outra o que quer ver e a outra também. Quando conseguirem visualizar quem realmente é o seu objeto de amor, verão as diferenças entre o ideal e o real.

Um relacionamento saudável entre duas pessoas deve ter início quando ambas se autoconhecem, são independentes emocionalmente e buscam alguém para compartilhar a sua vida. Pense nisso. E se tiver dúvidas, faça psicoterapia!

HIPNOSE CLÍNICA – DESMISTIFICANDO O TERMO

As pessoas têm medo do que não conhecem ou não entendem. Assim, quando comecei a utilizar a hipnose como uma ferramenta para auxiliar no tratamento dos meus pacientes, a reação principal foi de medo. Vários tipos de medo, medo de ir para algum lugar, medo de perder o controle, medo de dizer algo que não deveria, medo de fazer algo indevido, medo de não voltar a ser como era… Todos esses medos são decorrentes da falta de informação e também das crenças e histórias que ouviram dizer. 

Para desmistificar a técnica e dizer que todas as pessoas já ficam hipnotizadas normalmente, vou fazer uma pergunta: – Você já se emocionou ao ver um filme? Mesmo sabendo que é uma história, que há muita gente atrás das câmeras iluminando, escolhendo o melhor ângulo e cuidando de todos os detalhes, e mesmo assim, você já riu ou chorou? A explicação é simples: você se deixou hipnotizar! Sim, você permitiu que o sentimento, que está dentro de você, aflorasse. Se permitiu exteriorizar, viver aquela emoção. 

Assim também, no consultório, a psicóloga pergunta se quer acessar seus sentimentos e chegar a raiz do problema para entendê-lo e entender essa vivência, dando novo significado. Em caso afirmativo é a própria pessoa que se permite entrar em estado hipnótico, onde consegue acessar em sua própria memória o que está associado a aquele sentimento negativo que a incomoda.  

É um processo terapêutico ético, no qual a pessoa age de acordo com os seus princípios e crenças, o terapeuta é apenas o guia que ajuda o paciente no processo para resolver questões emocionais e comportamentais. Ao término da hipnose, a pessoa se lembra de tudo e, por isso, o tratamento é acelerado e surte efeito mais rápido.

Não deve ser confundida com a hipnose de palco que é utilizada em shows para distrair e divertir as pessoas. Mas tanto na hipnose clínica como na hipnose de palco, as pessoas não fazem o que vai contra seus princípios éticos ou contra as suas crenças, pois o subconsciente acessado durante a hipnose não permite. 

Se ainda resta alguma dúvida, pode me perguntar. Se entendeu e quiser fazer psicoterapia com hipnose, basta marcar um horário!

Ser bem sucedido(a)

Há poucos dias fiz uma pergunta aos meus amigos e seguidores do face:
O que é necessário para ser bem sucedido na vida?
Dê sua opinião.

Obtive as seguintes respostas.

-Sonhar sonhos possíveis e ter motivação
-Definir seus objetivos estabelecendo datas
-Conhecer-se muito bem
-Respeitar seus valores
-Adquirir conhecimento e preparar-se para o que deseja realizar
-Ser ético(a)
-Ter resiliência, persistência, fé e dedicação
-Ser honesto consigo e com os outros
-Cuidar da saúde física, mental e espiritual.

Fiquei surpresa com o número de respostas obtidas e a frequência com que muitas se repetiam.
Mas, apesar de todos esses indicadores, algumas pessoas não se sentem vitoriosas.
Se você sente que não alcançou o sucesso, venha para psicoterapia e analisaremos juntos quais as Crenças Limitadoras que o (a) impedem de ser vitorioso(a).

QUEM É VOCÊ ?

Na música “ Noite dos Mascarados” de Chico Buarque, ele diz:

– Quem é você, diga logo que eu quero saber…

Se alguém lhe perguntar isso, o que vai dizer?Featured image

Como você  se define?

O que pensa ao seu próprio respeito?

Qual a imagem que tem de si?

Como os outros o/a definem e qual o impacto dessa opinião na sua vida?

A resposta a essas perguntas só pode ser dada se você se conhecer bem.  Para isso, o melhor modo de chegar ao Autoconhecimento é a psicoterapia.

Professor – profissão de desafios e problemas

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O professor é  aquela pessoa que pensa contribuir para tornar a sociedade melhor, através do seu trabalho de formar seres humanos que com suas habilidades e capacidades encontrarão seu lugar na sociedade.
Preocupa-se com o conteúdo e as estratégias que irá usar para transmitir os seus conhecimentos e tornar a aula agradável e interessante.
O salário não é o que o mantêm na carreira, na grande maioria dos casos.  Sabemos que os professores são mal remunerados pelas horas trabalhadas. Na realidade, o seu trabalho tem início com a preparação das aulas, continua  em sala de aula e prossegue após as aulas,  com a correção de trabalhos, provas, cadernos e apostilas.  Avalia se há necessidade de reestruturar suas aulas ou pode seguir adiante.
Essa é a parte mais fácil da profissão, o que é previsível e controlável. O professor dedica anos de sua vida  estudando e formando-se para isso.

A parte mais difícil é a que tem trazido  professores para a terapia:  a convivência com os alunos, pais, coordenadores e diretores. O estresse advindo desses relacionamentos tem prejudicado o desempenho e a vida pessoal e profissional deles.DSC04446

Há trinta  e três anos, quando me formei como professora, esses problemas praticamente inexistiam.  Isso porque as crianças vinham para escola com vontade de aprender e recebiam dos pais a instrução de respeitar o professor.
O professor representava a figura dos pais, na ausência dos mesmos.  Os alunos respeitavam e obedeciam as ordens dadas.  As aulas transcorriam  bem e o professor podia transmitir seus conhecimentos e ver, com satisfação, o progresso dos alunos.  Os alunos, por sua vez, aportavam suas ideias e conhecimentos para enriquecer as aulas. Havia uma troca de informações.   Nas festas escolares os professores se esmeravam para ensaiar números novos onde cada aluno pudesse mostrar sua alegria ao participar.  As famílias vinham para assistir e prestigiar, trazendo também, tios, avós, primos e vizinhos. Era uma confraternização onde todos saiam felizes.

Ao longo dos anos,  as transformações ocorridas na sociedade se refletiram dentro das salas de aula.  As crianças não mais recebiam a instrução de obedecer e respeitar o professor.  O professor deixou de ser respeitado como um pai ou mãe, até porque os filhos perderam o respeito pelos pais.  Os pais na ânsia de serem liberais se perderam na hora de estabelecer limites e transmitir valores.
As crianças pensam que sabem tudo e podem tudo. Até chegar ao triste quadro que vemos, no noticiário da TV,  de crianças que ofendem e agridem fisicamente os professores. Pais que vão à escola, sem saber como agem seus filhos na sua ausência, e põem a culpa no professor pelas más notas do filho.
A televisão, a internet e os meios de comunicação transmitem informações às  crianças que nem sempre têm a maturidade para entendê-las.

Os valores mudam radicalmente: se usam as pessoas e se amam os objetos.

A formação perde o sentido quando ouço de um pai:

-Se passar de ano, te dou um carro!

O filho vai “tirar a nota” que precisa não porque quer aprender, mas sim porque quer o carro.  Que valor esse pai transmite ao filho?

O sistema também mudou e por longos anos não se podia reprovar o aluno. Davam a ele todas as chances de alcançar a nota necessária. Caso isso não ocorresse, podia fazer um trabalho para complementar a nota. Os alunos sabiam e nem se preocupavam, pois sabiam que não repetiriam o ano e não haveria punição pela falta de estudo e mau comportamento.

Com tantas mudanças, o desafio do professor é cada vez maior.

1-     Dominar o conteúdo, preparar uma aula interativa, interessante e que compita com a velocidade das informações obtidas pelos alunos na internet.

2-     Ter jogo de cintura e driblar o mau comportamento dos alunos.

3-     Adequar-se à realidade da instituição onde presta serviço.

4-     Tentar formar o indivíduo que lhe foi confiado no papel de aluno, transmitindo os conhecimentos e valores necessários.

5-     Estar disponível sempre  que a escola o requisitar.

6-     Ter autoestima elevada para aguentar todas as adversidades sem deixar transparecer o seu cansaço, aborrecimento, desapontamento e  tristeza em todas as ocasiões em que seus direitos são desrespeitados.

Poderia prosseguir com essa lista, mas creio que já é suficiente para exemplificar alguns motivos que levam um professor a fazer terapia.

A terapia é um momento onde o professor pode expor todos os seus sentimentos e dificuldades. É um espaço de reflexão e reavaliação de sua atuação, de seus conceitos e objetivos. É o momento para estabelecer novas metas para o seu futuro próximo e também para o distante.

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