HIPNOSE CLÍNICA – DESMISTIFICANDO O TERMO

As pessoas têm medo do que não conhecem ou não entendem. Assim, quando comecei a utilizar a hipnose como uma ferramenta para auxiliar no tratamento dos meus pacientes, a reação principal foi de medo. Vários tipos de medo, medo de ir para algum lugar, medo de perder o controle, medo de dizer algo que não deveria, medo de fazer algo indevido, medo de não voltar a ser como era… Todos esses medos são decorrentes da falta de informação e também das crenças e histórias que ouviram dizer. 

Para desmistificar a técnica e dizer que todas as pessoas já ficam hipnotizadas normalmente, vou fazer uma pergunta: – Você já se emocionou ao ver um filme? Mesmo sabendo que é uma história, que há muita gente atrás das câmeras iluminando, escolhendo o melhor ângulo e cuidando de todos os detalhes, e mesmo assim, você já riu ou chorou? A explicação é simples: você se deixou hipnotizar! Sim, você permitiu que o sentimento, que está dentro de você, aflorasse. Se permitiu exteriorizar, viver aquela emoção. 

Assim também, no consultório, a psicóloga pergunta se quer acessar seus sentimentos e chegar a raiz do problema para entendê-lo e entender essa vivência, dando novo significado. Em caso afirmativo é a própria pessoa que se permite entrar em estado hipnótico, onde consegue acessar em sua própria memória o que está associado a aquele sentimento negativo que a incomoda.  

É um processo terapêutico ético, no qual a pessoa age de acordo com os seus princípios e crenças, o terapeuta é apenas o guia que ajuda o paciente no processo para resolver questões emocionais e comportamentais. Ao término da hipnose, a pessoa se lembra de tudo e, por isso, o tratamento é acelerado e surte efeito mais rápido.

Não deve ser confundida com a hipnose de palco que é utilizada em shows para distrair e divertir as pessoas. Mas tanto na hipnose clínica como na hipnose de palco, as pessoas não fazem o que vai contra seus princípios éticos ou contra as suas crenças, pois o subconsciente acessado durante a hipnose não permite. 

Se ainda resta alguma dúvida, pode me perguntar. Se entendeu e quiser fazer psicoterapia com hipnose, basta marcar um horário!

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7º Simpósido de Síndrome Metabólica do Hosp.das Clínicas – FMUSP

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Organização

Alfredo Halpern

■ Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
■ Chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia e
Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
■ Responsável pela Disciplina “Obesidade” da Pós-Graduação da Universidade de São Paulo;
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Marcio Mancini

■ Médico Responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de
Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
■ Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira para o Estudo da
Obesidade e da Síndrome Metabólica;
■ Doutor em Ciências na Área de Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP;
■ Médico-assistente do Serviço de Clínica Médica de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de 1991 a 2004;
■ Médico da Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de 1993 a 2003;
■ Membro do Conselho Editorial da Revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, desde 1999;
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fonte: link

Comer para quê?

Qual a relação que estabelecemos com os alimentos?

A alimentação deveria cumprir a função básica de alimentar e manter o perfeito funcionamento do organismo. Porém não é isso o que acontece atualmente.

Se voltarmos na história, desde a época das cavernas, o alimento era escasso e muitas vezes dificultoso de se conseguir.

O homem caçava e estocava o alimento, pois não sabia quando obteria mais. Para caçar tinha que andar muito e gastava assim muita energia. Queimava as calorias, por isso não engordava.

As pessoas cujas células armazenavam mais gordura tinham mais chance de sobrevivência. Assim, se fez a seleção natural da espécie.

Hoje tudo mudou. Vemos o alimento como fonte de prazer, status, maneira de descarregar tensões.  Deixamos de comer por ter fome real e passamos a comer por ter fome “emocional”.

Também a maneira de obter os alimentos mudou. É fácil. Nem precisamos mais sair para comprá-lo, é só chamar por telefone ou pela internet.  Não despendemos  energia física. Precisamos somente de dinheiro para pagar a conta.

Porém uma coisa não mudou… a maneira como as células armazenam a gordura.  O alimento ingerido é armazenado sob a forma de gordura e fica lá, esperando ser utilizado.  Mas como isso não acontece, devido ao estilo de vida sedentário, logo chega a hora de outra  refeição e a consequente ingestão  de mais carboidratos, gordura,  e tudo se acumula nas células.

Comer de forma seletiva

1 – Quando quisermos nos alimentar, deveremos primeiro perceber se a fome é real ou emocional.

2 –  Ter horário certo e fracionar as refeições. Comer pouco em intervalos menores de tempo. Assim o organismo sente que não ficará tanto tempo sem alimento e não armazenará tanto.

O ideal é fazer cinco refeições durante o dia: café da manhã, lanche ( fruta ou iogurte), almoço, lanche(fruta ou iogurte), jantar.

3 – A escolha dos alimentos deve ser seletiva. Deveremos nos perguntar qual a real necessidade daquele alimento para nosso organismo.

Um exemplo que aprendi com a minha gatinha,  pode servir para ajudar a entender nosso comportamento.

A gatinha, cada vez que passava em consulta com a veterinária, ganhava um biscoitinho doce próprio para animais.   Ela olhava, cheirava, empurrava com a patinha e não comia, mesmo se estivesse com fome. Esperava chegar em casa para comer sua ração.  Parece que “sabia” que aquilo não lhe acrescentava nada de bom. Esse pode ser chamado de instinto de conservação.

Nós também deveríamos ser assim. Olhar, analisar e somente comer o que for necessário e saudável.

Nós que subestimamos os animais e nos julgamos superiores, perdemos o instinto de conservação?

As nossas escolhas devem ser mais racionais que emocionais. Devemos nos perguntar se aquele alimento que estamos pensando comer e a quantidade escolhida  são realmente necessários.

Podemos substituí-lo por outro?

Podemos comer menor quantidade e ficar satisfeitos, sem sentir fome?

Procure uma nutricionista,  peça ajuda para montar um cardápio que seja adequado ao seu tipo físico e às suas necessidades diárias.

Se a sua fome é emocional, procure uma psicóloga,  descubra as causas e como resolvê-las.

Como você quer chegar à idade avançada?

A qualidade de vida depende de

  • Ter  boa saúde e   poder realizar atividades diárias.
  • Ter boa saúde mental.
  • Ter bom relacionamento com a família e os amigos.
  • Tratar as doenças que por ventura apareçam.
  • Poder manter a independencia dentro de casa.

Comece imediatamente a pensar nesses aspectos e envelheça com saúde e feliz.

Há um velho ditado que diz: o peixe morre pela boca!

Escolha seus alimentos e como quer viver.