Comer para quê?

Qual a relação que estabelecemos com os alimentos?

A alimentação deveria cumprir a função básica de alimentar e manter o perfeito funcionamento do organismo. Porém não é isso o que acontece atualmente.

Se voltarmos na história, desde a época das cavernas, o alimento era escasso e muitas vezes dificultoso de se conseguir.

O homem caçava e estocava o alimento, pois não sabia quando obteria mais. Para caçar tinha que andar muito e gastava assim muita energia. Queimava as calorias, por isso não engordava.

As pessoas cujas células armazenavam mais gordura tinham mais chance de sobrevivência. Assim, se fez a seleção natural da espécie.

Hoje tudo mudou. Vemos o alimento como fonte de prazer, status, maneira de descarregar tensões.  Deixamos de comer por ter fome real e passamos a comer por ter fome “emocional”.

Também a maneira de obter os alimentos mudou. É fácil. Nem precisamos mais sair para comprá-lo, é só chamar por telefone ou pela internet.  Não despendemos  energia física. Precisamos somente de dinheiro para pagar a conta.

Porém uma coisa não mudou… a maneira como as células armazenam a gordura.  O alimento ingerido é armazenado sob a forma de gordura e fica lá, esperando ser utilizado.  Mas como isso não acontece, devido ao estilo de vida sedentário, logo chega a hora de outra  refeição e a consequente ingestão  de mais carboidratos, gordura,  e tudo se acumula nas células.

Comer de forma seletiva

1 – Quando quisermos nos alimentar, deveremos primeiro perceber se a fome é real ou emocional.

2 –  Ter horário certo e fracionar as refeições. Comer pouco em intervalos menores de tempo. Assim o organismo sente que não ficará tanto tempo sem alimento e não armazenará tanto.

O ideal é fazer cinco refeições durante o dia: café da manhã, lanche ( fruta ou iogurte), almoço, lanche(fruta ou iogurte), jantar.

3 – A escolha dos alimentos deve ser seletiva. Deveremos nos perguntar qual a real necessidade daquele alimento para nosso organismo.

Um exemplo que aprendi com a minha gatinha,  pode servir para ajudar a entender nosso comportamento.

A gatinha, cada vez que passava em consulta com a veterinária, ganhava um biscoitinho doce próprio para animais.   Ela olhava, cheirava, empurrava com a patinha e não comia, mesmo se estivesse com fome. Esperava chegar em casa para comer sua ração.  Parece que “sabia” que aquilo não lhe acrescentava nada de bom. Esse pode ser chamado de instinto de conservação.

Nós também deveríamos ser assim. Olhar, analisar e somente comer o que for necessário e saudável.

Nós que subestimamos os animais e nos julgamos superiores, perdemos o instinto de conservação?

As nossas escolhas devem ser mais racionais que emocionais. Devemos nos perguntar se aquele alimento que estamos pensando comer e a quantidade escolhida  são realmente necessários.

Podemos substituí-lo por outro?

Podemos comer menor quantidade e ficar satisfeitos, sem sentir fome?

Procure uma nutricionista,  peça ajuda para montar um cardápio que seja adequado ao seu tipo físico e às suas necessidades diárias.

Se a sua fome é emocional, procure uma psicóloga,  descubra as causas e como resolvê-las.

Como você quer chegar à idade avançada?

A qualidade de vida depende de

  • Ter  boa saúde e   poder realizar atividades diárias.
  • Ter boa saúde mental.
  • Ter bom relacionamento com a família e os amigos.
  • Tratar as doenças que por ventura apareçam.
  • Poder manter a independencia dentro de casa.

Comece imediatamente a pensar nesses aspectos e envelheça com saúde e feliz.

Há um velho ditado que diz: o peixe morre pela boca!

Escolha seus alimentos e como quer viver.

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OBESIDADE – o que devemos saber para tratá-la.

Como ela começa
A obesidade pode começar em várias etapas da vida.
A família obesa tem a tendência de gerar crianças obesas. Não que seja norma geral, mas se os pais são obesos, a chance de ter filhos obesos é muito maior. O pediatra deve orientar a futura mamãe a respeito.
Na infância, quando há o desmame, a mãe fica com medo que seu filho não esteja bem nutrido e o superalimenta. Antigamente se dizia que nenê gordo era sinônimo de nenê saudável. O excesso de nutrientes nessa fase faz com que se desenvolvam em maior quantidade as células de tecido adiposo.

É na fase de crescimento que as células se multiplicam. Portanto é durante de toda a fase de crescimento que os pais devem ter cuidado para que seus filhos não se tornem obesos.
Na adolescência e vida adulta, as células adiposas mantém sempre o mesmo número, não importa se a pessoa está magra ou obesa. O que vai variar é o tamanho dessas células. É como se as comparássemos com sacolinhas de plástico que podem estar vazias e no momento em que precisamos carregar algo, fazemos uso delas e logo estão cheias. Assim, se comemos além do necessário, a gordura fica depositada nas células e o peso aumenta.
O peso começa a subir na balança, mas a pessoa não se da conta. Só quando a roupa começa a ficar apertada é que dispara um alarme : O que está acontecendo?DSC02298
Olhando no espelho da pra ver o novo pneuzinho, a dobrinha… mas ainda não é motivo de muita preocupação.
Isso acontece porque nos acostumamos com o nosso corpo, e como a mudança não ocorre de um dia para outro, fica mais difícil perceber.
Continuamos na nossa rotina, não mudamos nada e o peso continua a subir.
Quando começam os cuidados
Os cuidados começam quando os quilos a mais impedem que usemos aquela roupa preferida, ou quando alguém nos alerta de maneira a nos deixar preocupados.
Há pessoas que não são tão sutis e nos avisam a respeito do problema de forma pejorativa que nos deixa tristes ou de mau humor. Então se acende a luz vermelha de alerta máximo e começamos a pensar o que deve ser feito para resolver a questão.
Nesta fase surgem as amigas que sempre tem uma receita mágica, que alguém tomou e perdeu muitos quilos. Sempre há boa intenção nas indicações, mas nem sempre se conhecem os efeitos de cada chá, dieta ou remédio, portanto muita atenção!
O que se deve saber
É importante saber que a obesidade é uma doença crônica, multi determinada e que traz consigo outras doenças associadas. O que é isso?
A obesidade é uma doença, porque ela se desenvolve e vai exigir tratamento contínuo, por toda a vida e não só no momento do emagrecimento.
Ela é multi determinada, porque surge de vários fatores que colaboram para o seu aparecimento e manutenção.
As causas podem ser: hereditárias; alimentação inadequada; doenças; remédios ( como os corticosteróides, por exemplo) ; sedentarismo, problemas emocionais; problemas pessoais; problemas familiares; problemas profissionais; problemas de relacionamento.
A pessoa que tem problemas e não consegue resolvê-los, fica ansiosa e angustiada. Busca na comida a satisfação momentânea. Assim a impulsividade e a ansiedade a levam a comer cada vez mais. Não come por ter fome real e sim porque a sensação de ingerir o alimento causa o bem estar, mesmo que passageiro e mesmo que venha a acarretar o problema da obesidade. Pode ocorrer então um círculo vicioso onde a pessoa come para sentir-se bem, e depois se sente culpada por ter comido além da necessidade real do seu organismo.
É fundamental procurar o auxílio de um/a psicólogo/a para trabalhar os problemas. Esse profissional também fará o encaminhamento para um médico endócrino, uma nutricionista e indicará a prática de esportes para auxiliar no tratamento.
Tudo isso ??? Você deve estar se perguntando. A resposta é SIM ! Porque o ser humano é complexo e precisa ser tratado em sua totalidade.
É preciso saber se há algum tipo de problema ou carência de hormônios, vitaminas, etc. Para isso o médico pedirá exames e fará o diagnóstico.
O psicólogo trabalha a parte dos sentimentos e do comportamento. Descobrir quais os motivos que deixam a pessoa triste, ansiosa, depressiva e a levam a comer de forma compulsiva ou errada. Quando esses sentimentos são descobertos e tratados, inicia-se a fase da mudança de comportamento através da Terapia Cognitivo Comportamental.
A nutricionista fará a contagem de calorias e estabelecerá a dieta a ser seguida.
A atividade física é fundamental para acelerar o metabolismo e a queima de calorias, além de trazer bem estar após a atividade.
E sempre recomendo seguir uma religião de sua preferência. A parte espiritual equilibra o ser humano e o faz ter consciência que a vida segue, não se detém.
Assim o tratamento terá êxito. O ser humano é formado por: corpo, mente e espírito. O equilíbrio entre as três partes traz o bem estar e a melhoria da qualidade de vida.