Qualidade de Vida e Prevenção ao Suicídio.

Hoje cedo chegou ao meu conhecimento uma notícia grave. Mais uma mãe chora por não ter conseguido impedir o suicídio do seu filho.

Esse drama, que existe e aumenta cada vez mais no Brasil, toma proporções alarmantes. É um assunto que ainda é tabu, não se fala, se esconde, se oculta dentro das famílias disfuncionais.

Nossa sociedade está doente, mas se oculta atrás de selfies sorridentes, fotos de viagens, sonhos de alcançar a fama, ostentar objetos, carros, roupas, festas e ter, Ter Muito, mas que não preenche a necessidade íntima.

O vazio interior não pode ser preenchido pelo “Verbo Ter”. Mas parece que a alienação não permite ver dessa forma.

Cada vez mais as pessoas se afastam da sua essência, do SER alguém imperfeito, mas que se respeita como indivíduo e constrói o seu caminho com consciência do que realmente é importante e necessário.

Nesse cenário, a Psicologia, como ciência, e a psicóloga como pessoa que estuda e trabalha para ajudar as pessoas a encontrarem melhores caminhos e assim melhorar a sua qualidade de vida, cumprem importante papel.

É prioritário que, dentro de cada lar, se identifiquem as dificuldades e se procurem soluções para impedir que a Depressão e a Desesperança levem ao Suicídio.

HIPNOSE CLÍNICA – DESMISTIFICANDO O TERMO

As pessoas têm medo do que não conhecem ou não entendem. Assim, quando comecei a utilizar a hipnose como uma ferramenta para auxiliar no tratamento dos meus pacientes, a reação principal foi de medo. Vários tipos de medo, medo de ir para algum lugar, medo de perder o controle, medo de dizer algo que não deveria, medo de fazer algo indevido, medo de não voltar a ser como era… Todos esses medos são decorrentes da falta de informação e também das crenças e histórias que ouviram dizer. 

Para desmistificar a técnica e dizer que todas as pessoas já ficam hipnotizadas normalmente, vou fazer uma pergunta: – Você já se emocionou ao ver um filme? Mesmo sabendo que é uma história, que há muita gente atrás das câmeras iluminando, escolhendo o melhor ângulo e cuidando de todos os detalhes, e mesmo assim, você já riu ou chorou? A explicação é simples: você se deixou hipnotizar! Sim, você permitiu que o sentimento, que está dentro de você, aflorasse. Se permitiu exteriorizar, viver aquela emoção. 

Assim também, no consultório, a psicóloga pergunta se quer acessar seus sentimentos e chegar a raiz do problema para entendê-lo e entender essa vivência, dando novo significado. Em caso afirmativo é a própria pessoa que se permite entrar em estado hipnótico, onde consegue acessar em sua própria memória o que está associado a aquele sentimento negativo que a incomoda.  

É um processo terapêutico ético, no qual a pessoa age de acordo com os seus princípios e crenças, o terapeuta é apenas o guia que ajuda o paciente no processo para resolver questões emocionais e comportamentais. Ao término da hipnose, a pessoa se lembra de tudo e, por isso, o tratamento é acelerado e surte efeito mais rápido.

Não deve ser confundida com a hipnose de palco que é utilizada em shows para distrair e divertir as pessoas. Mas tanto na hipnose clínica como na hipnose de palco, as pessoas não fazem o que vai contra seus princípios éticos ou contra as suas crenças, pois o subconsciente acessado durante a hipnose não permite. 

Se ainda resta alguma dúvida, pode me perguntar. Se entendeu e quiser fazer psicoterapia com hipnose, basta marcar um horário!