POR QUE O QUE ERA FÁCIL SE TORNOU DIFÍCIL?

Uma criança sorri para um simples aceno, fica feliz quando recebe um doce ou assiste um desenho.
Como era fácil ser feliz na infância!
A FELICIDADE é um sentimento natural que brota do interior da pessoa, não pode ser comprada, exigida, encomendada ou pedida.
O ser humano, durante o processo evolutivo, desaprende a ser feliz. Esquece que ela surge de dentro para fora e começa a procurá-la fora. Mistura sentimentos, compulsões, crenças; transforma, coisifica. Passa a agir como um robô de controle remoto. Coloca a felicidade como objetivo, quando na verdade é mola propulsora. É a energia positiva que move.
Quem ainda não percebeu, usa o método robô, que move o homem na busca de alcançar objetivos que, ao seu ver, ao serem conquistados trarão a tão desejada felicidade e realização. Nessa busca se depara com obstáculos que desencadeiam vários sentimentos como: ansiedade, baixa autoestima, hostilidade, agressividade, dificuldades de relacionamento. Estes sentimentos dificultam a vida e o sono fica prejudicado com pesadelos. Por fim as doenças psicossomáticas eclodem como forma de alertar a pessoa de que algo não está bem. As neuroses e a depressão vêm e se instalam, causando mais sofrimento.
Como reverter esse processo, sabendo que o ser humano é um eterno insatisfeito à procura do melhor para si próprio?
De acordo com a Pirâmide da Hierarquia de Necessidades de Abraham Maslow, o estado de desequilíbrio de alguma das necessidades é o que move o homem a buscar o que lhe falta. Esse processo é contínuo e saudável, na medida em que estimula o crescimento e amadurecimento.
A grande questão é: Como Ser Feliz.
Se a felicidade é um sentimento, devemos procurá-la dentro de nós. Reconhecê-la a cada passo que damos,a cada degrau que subimos e nas pequenas coisas que estão presentes em cada momento. Valorizar as suas conquistas, a sua família, os seus amigos, a pessoa na qual você se transformou. Sentir-se grato/a por tudo o que tem e conseguiu.
Pare, Olhe, Observe. Onde você está, o que você faz, como se veste, com quem conversa, o que come, como passa seus momentos de lazer, suas horas de descanso. Tudo é fruto das suas escolhas.
Então, se não está de acordo com alguma dessas coisas, é hora de pensar em mudar. Traçar novos objetivos e as metas para que se realizem de forma a ter mais qualidade de vida, e não só acúmulo de bens.

Inês Hurtado
CRP06/19.519

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Quem controla a SUA Vida?

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É muito comum escutar pessoas reclamando das outras, dizendo que estão insatisfeitos com o que acontece ao seu redor. E a culpa geralmente é atribuída aos outros.
Os outros controlam a sua vida? Mas, por que?
Vivemos em sociedade e não somos autossuficientes, dependemos de inúmeros profissionais para ter os serviços necessários à nossa subsistência e conforto. Assim o lixeiro, o padeiro, o médico e tantos outros desempenham papéis importantes na nossa vida, porém não podem controlar, mas sim auxiliar.
O controle da SUA vida deve estar em suas mãos. Mas como?
Através dos seus valores que vão determinar as suas ações em cada área de atuação: familiar, profissional, intelectual, física, espiritual e financeira.
Parece fácil, mas torna-se difícil na medida que a falta de autoconhecimento leva a pessoa a delegar decisões importantes a outras pessoas.
Assim, o primeiro passo é conhecer-se bem, saber o que realmente deseja e traçar metas para alcançar. Ter oitenta por cento do controle da situação e saber prever os vinte por cento.

O ANO MUDOU, MAS… E VOCÊ?

Tanta expectativa para terminar o ano. Tanta expectativa para que este ano seja melhor!
Ok, o ano mudou, mas… e você?
Sim! Você! Afinal é você que faz as coisas acontecerem na sua vida através das suas escolhas.
O que escutou desde pequeno/a em casa, na escola, nos grupos de amigos, foi ajudando a formar a ideia que você tem a seu respeito. Se as palavras foram de incentivo, elogio e ajuda, ótimo! Assim a sua autoestima está bem e você tem mais êxito na vida. Porém, se sofreu com comentários negativos, antes ou agora, então precisará rever os seus conceitos, porque muito provavelmente, tem mais dificuldades em atingir seus objetivos.

Preste atenção nestas frases:
Não consigo lembrar nada do que aprendo.
Não entendo nada dessa disciplina.
Não consigo, é muito difícil.
Até tentei, mas desisti.
Não sou capaz, me sinto menos que os demais…
Não consigo aprender.
Nunca vou conseguir…
Não tenho tempo…

O cérebro processa essas informações e as armazena como um computador, na memória de longa duração e se transformam nas CRENÇAS LIMITADORAS. Ficam no inconsciente e influenciam as decisões.
São essas crenças que estão no pensamento e dirigem o comportamento.
. Então para que haja mudança, você precisa agir, mudar, repensar, resignificar seus próprios conceitos.
Esta não é uma tarefa fácil de executar sozinho/a, procure ajuda de uma psicóloga e faça este ano SER realmente um ano melhor.

Ser bem sucedido(a)

Há poucos dias fiz uma pergunta aos meus amigos e seguidores do face:
O que é necessário para ser bem sucedido na vida?
Dê sua opinião.

Obtive as seguintes respostas.

-Sonhar sonhos possíveis e ter motivação
-Definir seus objetivos estabelecendo datas
-Conhecer-se muito bem
-Respeitar seus valores
-Adquirir conhecimento e preparar-se para o que deseja realizar
-Ser ético(a)
-Ter resiliência, persistência, fé e dedicação
-Ser honesto consigo e com os outros
-Cuidar da saúde física, mental e espiritual.

Fiquei surpresa com o número de respostas obtidas e a frequência com que muitas se repetiam.
Mas, apesar de todos esses indicadores, algumas pessoas não se sentem vitoriosas.
Se você sente que não alcançou o sucesso, venha para psicoterapia e analisaremos juntos quais as Crenças Limitadoras que o (a) impedem de ser vitorioso(a).

DISTRAÇÃO DIGITAL – VOCÊ SOFRE COM ISSO?

Estava dirigindo na estrada e o carro à frente começou a fazer zigue-zague. Imediatamente aumentei a distância e pensei que talvez o motorista estivesse com sono, dormindo ao volante. Ou talvez, estivesse sob efeito do álcool ou drogas. Mas mudei de faixa e o ultrapassei.então, vi que ele estava distraído usando o celular.
No trabalho, um funcionário que era eficiente, agora já não atua da mesma forma,está menos focado e tem dificuldade de concentrar-se. Quando parece que vai conseguir a concentração necessária, o celular emite um som e pronto, perde o foco no trabalho. Chega a hora do almoço e os colegas saem juntos para almoçar, mas cada um usa o próprio celular para distrair-se enquanto se alimenta. Nem percebem quem está sentado ao lado.
Cada membro da família passa o dia realizando as próprias atividades e quando chegam em casa jantam assistindo a TV e olhando a correspondência, o face ou outras novidades no celular. Novamente se esquecem de dar atenção a quem está ao seu lado.
Na escola os professores travam uma batalha para tornar suas aulas mais atrativas, pois o aprender em sala-de-aula compete com a tecnologia a que os alunos têm acesso nos celulares, Ipod, tv, computador videogame. E são tecnologias que entregam tudo pronto, o aluno só precisa realizar a atividade mecânica de apertar teclas.
E se no jogo tiver que matar ou morrer? Fácil! É só reiniciar! Desaparece assim o senso de realidade – na vida real quem morre morto está e morto fica. Se matou alguém, usurpou dele o direito à vida,cometeu um crime. Isto não é correto nem aceitável. Em excesso, os jogos aumentam a destreza de apertar teclas e botões assim como aumentam a ignorância e a alienação da realidade.
Nas academias acontecem acidentes nos aparelhos, porque as pessoas se distraem usando o celular.
Vejam como o fato não é recente. Segundo uma pesquisa realizada em 2012 e publicada no UOL em 2013, vinte milhões de pessoas perderam seu meio de transporte(ônibus, trem e até avião) por estarem distraídas usando seus celulares.
Vivemos na era digital. Temos acesso à tecnologia que nos prende, fascina e vicia.
Como conviver com tantas informações instantâneas?
Como resistir a tantas mensagens, face, correios, músicas, fotos, sites?
como saber administrar tudo isso?
A resposta é complexa, porém usando o bom senso e estabelecendo prioridades, conseguiremos adequaras nossas tarefas e obrigações com os nossos momentos de curiosidade, satisfação e lazer ao usar a tecnologia.
Se não conseguir, peça ajuda!

A Psicologia e a Psicoterapia

Antes a Psicologia era uma ciência incompreendida e a psicoterapia era vista como um tratamento para desequilibrados mentais.
Hoje os meios de comunicação difundem amplamente essa ciência e a sua importância na vida das pessoas.

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A psicoterapia é um recurso para chegar ao autoconhecimento e ao desenvolvimento do potencial individual. Ela é benéfica em todas as fases da vida.
Você já fez psicoterapia?

Para Pensar…

Pense, escreva, compartilhe se quiser. Sua colaboração enriquece o assunto.

Envelhecimento da População

Uma em cada nove pessoas no planeta tem 60 anos ou mais. Em 2050, pela primeira vez, haverá

mais idosos que crianças menores de 15 anos.

A população brasileira acima de 65 anos que em 2013 era de 15 milhões, deverá ser de 58 milhões

em 2060. Estima-se que a expectativa de vida dos brasileiros aumentará de 75 anos para 81 anos.

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Como você vê os idosos. Que conceitos e preconceitos têm a respeito?

E quando você for idoso, será que pensará do mesmo modo?

Procrastinar, Postergar, Deixar pra depois.

Adiar, delongar, pospor, protelar, retardar…
Existem várias palavras para definir uma ação que vai ser adiada. E cada vez mais as pessoas levam a vida adiando suas decisões.
Que caminhos a intenção percorre até chegar à fase da decisão e ação?
Por que há a chamada preguiça que atrapalha a decisão de agir?
Muitas são as perguntas e maior ainda é o número de desculpas para não fazer algo. O fato é que o que é deixado pra depois, geralmente, é necessário no momento seguinte. O trabalho que o chefe pediu; a pesquisa para o trabalho do TCC ou da pós, a ida ao médico, a academia ou mesmo visitar uma amiga. Tudo fica para outro momento – agora não!
O que acontece depois? Há tempo para realizar as tarefas ou não?
O que acontece se o chefe pede o trabalho e ele não foi realizado?
E quando chegar o dia de entregar o TCC ou apresentar a tese?
Adiar a tarefa traz consigo um sentimento de que ela não é tão importante ou necessária e dá preguiça. Cremos que teremos muito tempo disponível para realizá-la.
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O tempo passa e chega a hora que não há mais tempo para ir levando. É hora de tomar uma atitude, realizar o que foi deixado de lado. Então vem a surpresa: o tempo não será suficiente para terminar tudo!!! Começa a correria e com ela, a falta de qualidade, capricho, atenção. Os sentimentos que acompanham essa fase são: ansiedade, estresse, culpa, raiva de si próprio. Há um certo masoquismo: não há tempo para dormir, alimentar-se e descansar antes de terminar tudo.

Isso ocorre independentemente do grau de dificuldade da tarefa, ou seja, tanto quando é fácil como quando é difícil, a atitude de quem está acostumado a postergar é a mesma. O tempo que teria para realizar o que é necessário, é utilizado para outras atividades que não são necessárias. Assim se encontra tempo para ver a novela, navegar na internet, sair sem destino ou fazer outras atividades que não tem tanta prioridade.
E por falar em prioridades, como estabelecer o que é prioridade? Quem melhor que você mesmo para saber quais são elas?
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Em casa, sente-se e defina quais são seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Então poderá estabelecer as ações que são prioritárias para alcançar os objetivos.

Use uma agenda para melhor distribuir as tarefas pelos dias, semanas e meses. Dessa forma é mais fácil definir as suas ações.
Psicóloga: Inês Hurtado
CRP 06/19519

Estabelecer objetivos em sua vida

Muitas vezes as pessoas se sentem perdidas, sem rumo, sem direção. Tudo parece sem sentido e fora do contexto.    Essa sensação de sentir-se perdido(a) na vida faz com que se tomem medidas ,movidas pelo impulso e pela dúvida, que  nem  sempre são as mais adequadas. Daí surge o mal estar e o descontentamento frente aos fatos.

A rotina suga o tempo e a energia e faz com que o importante seja adiado. Um exemplo disso é a pessoa que se levanta diariamente para trabalhar e acorda sem vontade. Se levanta de mau humor, chega atrasado ao serviço,  desempenha a sua função de forma a manter o vínculo com a empresa, mas isso não lhe traz felicidade. Pode até ser organizada no campo profissional, mas no aspecto pessoal impera o caos. Suas roupas, seus documentos e objetos pessoais estão na mais perfeita desordem. Se alguém a questiona a respeito, família ou parceira, a resposta é sempre do tipo: – Eu não sei por que se incomoda, pois para mim está bom assim. Eu sei onde está cada coisa.  É a famosa bagunça organizada!

Essa bagunça reflete o interior da pessoa, como ela está se sentindo em relação a tudo que a rodeia. É um indicativo de que essa pessoa precisa buscar ajuda.

Algumas pessoas pedem opinião a várias pessoas ou à melhor amiga. A amiga tenta ajudar com a melhor das intenções. Algumas vezes até da certo, e outras não. Mas, como saber?  O que fazer então? Quem pode definir  a sua vida de maneira imparcial, sem colocar uma  opinião pessoal?  Geralmente o conselho dado se inicia com essas palavras:

-” Se eu fosse você…”  ou   “ No seu lugar eu….”

E a pessoa expressa o ponto de vista dela e não o seu.  Mas como não há duas pessoas idênticas a esse ponto, o conselho ajuda,  mas não resolve.

Como então dar um rumo à sua vida? Como sentir-se confiante?

É fundamental conhecer-se, saber o que é importante ou não, o que deseja alcançar e como chegar lá.

Com a ajuda de um profissional, fazendo terapia, a pessoa se conhece, entra em contato com seus medos, desejos, ideais. Reconhece e valoriza sua capacidade e habilidades. Melhora a sua autoestima e se respeita como ser único. Percebe suas habilidades e suas limitações, o que pode melhorar ou mudar em seu comportamento.  A partir desse momento, pode traçar seus objetivos a curto, médio e longo prazo  e trabalhar para alcançar a suas metas em busca da realização e da felicidade pessoal.

Quando isso acontece, a pessoa sente-se mais feliz e percebe que sua vida faz sentido. A rotina passa a ser a sua aliada e as pessoas que fazem parte da sua vida  também sentem de forma positiva as mudanças que ocorrem naturalmente.

A mudança na maneira de ver a vida transforma o estado de humor e  gera a mudança de comportamento.

Se você se identificou com as características da pessoa do texto ou se lembrou de alguém que está se sentindo assim, saiba que a psicoterapia é o caminho para a busca de soluções.

Inês Hurtado

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Foto Disney -Estabelecer objetivos em sua vida.
Walt Disney idealizou um parque onde os pais pudessem se divertir com os filhos.Empenhou-se por toda a sua vida para realiza-lo.

Ser Mulher

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O que é ser mulher, além da definição dada pela identificação do sexo ao nascer?

Como se estabelecem os parâmetros para identificar-se com o gênero feminino?

Que ideias são transmitidas pela sociedade para transformar a menina em mulher?

Que ideias são aceitas e interiorizadas por cada uma?

A definição do papel da mulher vem sofrendo muitas mudanças ao longo dos anos. Se fizermos uma coletânea de fotos desde as nossas bisavós até os dias de hoje, veremos as profundas transformações do papel da mulher ao longo do tempo.

A mulher de antigamente não precisava saber ler nem escrever, precisava ser prendada e ter boa saúde para casar cedo e ter muitos filhos que deveria cuidar, além de realizar os afazeres domésticos. Não havia facilidades como luz elétrica, água encanada e nenhuma das máquinas que tornam essas atividades menos cansativas.  Essas mulheres não podiam expressar suas opiniões. Acatavam as decisões do pai e depois do marido. Eram submissas e sofriam caladas. Sabiam exatamente qual era o seu papel na sociedade e o que significava “ser mulher”.

A escritora Cora Coralina retrata muito bem essa realidade em seus livros. Ela tinha tanta vontade de aprender a ler e escrever, mas não lhe era permitido ir à escola por ser mulher, então ela aprendeu sozinha. Mulher de fibra e visão!

Cora-Coralina

Com as mudanças sociais, o progresso e a globalização, tudo muda a cada instante. E com tantas mudanças surgem as incertezas, a insegurança diante de tantos padrões ditados pela sociedade.

Hoje a mulher prioriza a aparência física, depois as amizades, o trabalho, o estudo e a busca de um parceiro. Não necessariamente nessa ordem.

Agora o importante é ser bonita. Seguir os padrões da moda. Corpo esguio, roupa de grife, cabelos ora lisos ora cacheados. A cor? Fica a critério do gosto de cada uma. As unhas, o botox, o silicone, a lipoaspiração, a plástica, a massagem, o bronzeamento, o…  Um sem fim de decisões a ser tomadas visando ser bonita. Mas… será que alcançam o objetivo? Afinal ser bonita é um conceito subjetivo. O que é ser bonita?  Se perguntarmos isso a dez pessoas, teremos dez conceitos de beleza. E o que fica bem pra uma mulher fica bem para todas? O  que dizer do biotipo, da personalidade e  da cultura onde está inserida?

Há mulheres que gostam de ter sua profissão, seu carro e ser independentes. Para elas, a preocupação com casar e ter uma família, está em segundo plano.  Em primeiro  lugar vem o sucesso.

A mulher é multiprofissional: mãe, cozinheira, administradora do lar, esposa, namorada, amiga, amante, faxineira, motorista, e… tantas atribuições tem, que muitas vezes não lhe sobra tempo para se cuidar.

Todas as mulheres deveriam ter um tempo para cuidar do corpo, da mente e do espírito.

O equilíbrio entre os três é necessário para ter uma vida saudável.

Faça uma agenda, observe como distribui as suas tarefas e que tempo destina ao cuidado pessoal.  Essa atitude lhe  trará benefícios e a cada pessoa que convive com você.

Afinal é refletindo que você chegará a uma solução para definir-se como pessoa, como mulher.

Adolescente – Família e Sociedade

Como é ser adolescente hoje?

Que papel desempenha com os amigos, com a família e na sociedade?

Como se sente e pensa?

O que pensa?

O que sente?

Quando era pequena, a criança tinha uma identidade definida, que embora em
construção, era facilmente definida pelos que a conheciam. Como por exemplo: o João
é sapeca, mas estudioso. É um perfil moldado pela família e pela sociedade onde se
vive. A criança era o que lhe ensinavam e o que captava intuitivamente.

Mas na adolescência tudo muda e se perde o referencial, não se aceitam pré-conceitos
estabelecidos e se busca uma nova identidade. O corpo se transforma e fica difícil
definir quando se deixa de ser criança e o quanto ainda não se é adulto.

Os amigos estão passando por isso também e igualmente se sentem confusos. Então
se recorre aos modelos em destaque. Através da televisão, cinema, shows, se procura
alguém pra servir de modelo a seguir. Seja na roupa, nas atitudes, na linguagem, na
aparência.

No meio de tanta procura, se perde o principal – a própria identidade. Isso é algo que
está em cada um. Ninguém é igual e devemos ser felizes por isso. Não somos clones,
não somos bonecos, nem precisamos nos parecer a ninguém. Cada um tem suas
características, seu caráter, seus valores e desejos. Tem seus sonhos!

O que importa então é buscar a verdade dentro de si. O autoconhecimento. Somente
quando se conhecer, poderá atuar como realmente é, sem máscaras, sem se esconder
nem ter vergonha – a famosa timidez por não se aceitar.

A partir do momento que se aceita e respeita como é, pode mudar o que não gosta e
atuar como deseja.

É preciso se conhecer, se amar, se respeitar e se valorizar. Não se pode esperar que o
outro faça isso por nós, se nós mesmos não o fizermos primeiro.

Psicóloga Inês Hurtado de Oliveira Niero

CRP06/19.519

O que está errado comigo?

Desde o momento do nosso nascimento estamos em contínuo processo de amadurecimento e aprendizagem. Mas em dados momentos da vida ocorrem tantas mudanças que alteram os comportamentos, as ideias, valores e prioridades. A nossa maneira de interagir e compreender o próximo e a nós mesmos fica afetada. É necessário então reaprender a fazer o que fazíamos antes tão bem sem nos dar conta.
Respirar
Os bebês respiram enchendo os pulmões e expelindo o ar de forma que vemos a ondulação do sobe e desce da barriguinha deles.
O tempo passa e começamos a respirar de forma incompleta. Enchemos de ar somente a parte superior do tórax e expelimos o ar rapidamente. Essa forma de respirar é a responsável pelo aumento da ansiedade e o aparecimento de doenças que se devem à má oxigenação do corpo. A reeducação se faz necessária e pode ser feita com exercícios respiratórios. A prática da yoga é excelente assim como o pilates.
Olhar e Ver
Acostumados a chegar a casa e encontrar sempre o mesmo ambiente e as mesmas pessoas, olhamos, mas não nos detemos para ver o que há de novo ou diferente. Os objetos podem ser os mesmos, mas as pessoas podem estar muito diferentes. Precisamos olhar para o semblante delas e ver como estão. Perceber se estão felizes, tristes ou cansadas. Perguntar com real interesse: Como foi o seu dia?
Escutar e Ouvir
Perguntamos como foi o dia, mas nem sempre o fazemos com real interesse. A resposta escutada não é processada, pois a cabeça está cansada pelo enorme turbilhão de informações que nos atingem diariamente. A pessoa responde, mas não é ouvida. Às vezes damos uma resposta que já está pronta e não é o que a pessoa precisa ouvir.
Separar um tempo para dedicar-se à família
Se fizermos uma conta, de modo geral, as pessoas passam de 10 a 14 horas fora de casa no transporte e no trabalho. Dormem de 6 a 8 horas por noite. Assim vemos que sobra pouco tempo para dedicar à família.
Esse tempo é compartilhado com as refeições, a televisão, a internet… Ou seja, novamente o ver e ouvir ficam prejudicados.
A hora de sentar e conversar com a esposa; brincar com os filhos pequenos; dialogar com os filhos adolescentes, fica prejudicada e torna-se insatisfatória para quem esperou o dia inteiro por isso.
Se faz necessário desligar a televisão e o computador. Olhar, ver, escutar, ouvir, prestar atenção a todos que são importantes e gostam de nós. Compartilhar com eles os sentimentos, acontecimentos diários, alegrias e pensamentos. Estar receptivos para entendê-los. Pedir ajuda e ajudar. Sorrir, abraçar, brincar, conversar, descontrair-se.
Afinal, em casa, temos o direito de ser quem realmente somos: pais, mães, filhos, irmãos, maridos, mulheres, avós… Pessoas que amam e querem ser amadas, respeitadas, ouvidas e aceitas.
Quando isso não acontece, as pessoas sentem que, mesmo chegando em casa, lhes falta algo. Alguma coisa não vai bem, mas não conseguem detectar o que está errado ou incompleto. Começam as discussões, a infelicidade e o desconforto de estar em um lugar pouco acolhedor. Vem a sensação que estava melhor na rua que no seu lar.
Se esse for o seu caso e não conseguir detectar o que há de errado, procure o auxílio de um psicólogo. Faça terapia para se conhecer melhor, identificar o que o incomoda e sanar as dificuldades. Pense em melhorar sua qualidade de vida e a de sua família.

A Internet e sua Influência na Vida Pessoal

A internet trouxe uma profunda mudança de comportamento na nossa sociedade.

Como ferramenta de trabalho, trouxe agilidade, facilidade e rapidez. Algumas pessoas não mais precisam se deslocar para trabalhar, o fazem desde seu local de residência. Seja no escritório ou em casa,  consultam sites de jornais e outros que lhes aportam informações valiosas.DSC04448

Na aprendizagem, influiu de maneira muito positiva, trazendo conhecimento  de forma prática e global. O tempo que era  usado para deslocar-se  até bibliotecas ou mesmo buscar em livros, agora é bem aproveitado obtendo maior número de informações em menor tempo. A variedade e qualidade dos textos e fotos enriquecem a pesquisa.

A internet é ótima para reencontrar a família, os amigos;  manter o contato e marcar encontros.

As relações pessoais, porém,  tornaram-se mais distantes e frias. São intermediadas à distância.  O homem torna-se mais egoísta e  individualista. Perde o contato direto e deixa de interagir de forma a compreender e respeitar as outras pessoas. Predomina a sua verdade, a sua forma de pensar e não há ninguém para contestá-la.

Muitas vezes, a pessoa só consegue se relacionar através da internet, porque tem tempo de pensar o que responder, e se a conversa não estiver interessando, pode dar uma desculpa e “sair” sem  problemas.

Outras vezes, a pessoa cria uma imagem de si e começa a acreditar que é daquele jeito. Apresenta-se daquela maneira através da internet, mas quando se encontra face a face com o outro,  a máscara cai e a relação não vai adiante.

O problema maior surge quando a pessoa se torna tão dependente da internet,  que passa a ser como um vicio da qual não tem consciência, e não consegue nem quer se libertar.

Para Griffiths (1998), qualquer comportamento que cumpra os  seis critérios a seguir, será definido  operacionalmente como “viciado” em internet:

1-      Não há para o individuo atividade mais importante que estar conectado,  e isso domina seus pensamentos, sentimentos e conduta.

2-      Modificação do humor.

3-      Tolerância: aumenta cada vez mais o tempo que fica conectado.

4-      Síndrome de abstinência: efeitos negativos quando se diminui ou interrompe o tempo que fica conectado.

5-      Conflito: a- entre o individuo e o que o rodeia; b- com outras atividades como trabalho ou estudo; c- intrapsíquico – dentro do próprio individuo.

6-      Recaída: tendência a voltar aos padrões anteriores, após algum tempo de abstinência.

Young (1996) elaborou um questionário que nos ajuda a detectar essa dependência à internet:

1-      Você fica preocupado com a internet, pensando na última conexão ou com vontade de conectar-se a cada momento?

2-      Sente necessidade de aumentar a quantidade de tempo de uso da internet para sentir-se mais satisfeito?

3-       Esforçou-se no sentido de tentar controlar, reduzir ou  parar de usar?

4-      Sentiu-se inquieto, de mau humor, deprimido ou irritado?

5-      Perdeu tempo que teria que usar para outra atividade, ficando conectado sem objetivo?

6-      Fica conectado mais tempo a cada dia?

7-      Mente para a família sobre o tempo de uso da internet?

8-      Usa a internet  para esquecer dos problemas?

Se identificou em si ou em algum membro de sua família essas características,  procure ajuda profissional.

Os problemas e inseguranças ocultos devem ser solucionados, para que as atividades na internet voltem a ser momentos de trabalho, pesquisa ou lazer.

A internet é uma ferramenta que bem utilizada traz alegria e complementa as relações pessoais.

Inês Hurtado de Oliveira Niero

CRP: 06/19.519

Esperando pelo fim de semana

Há um movimento crescente pró fim de semana.   As pessoas começam a semana lastimando o infortúnio de ser segunda-feira. Passam o dia pensando em como fazer para que termine rápido.

Assim prossegue a semana, e a cada dia a contagem regressiva é o que motiva milhares de pessoas a realizar suas tarefas, cumprir seus compromissos.

Algumas profissões por suas características, maus salários ou situações irregulares, podem ser prejudiciais à saúde e causar frustração e  depressão,  aumentando a ansiedade.    Alguns exemplos: professores, caixas, enfermeiros, encarregados de limpeza.

Essa ansiedade,  e por vezes a depressão, leva o individuo a desejar que o dia passe voando, a semana passe depressa e o mês termine rápido.  Só não se da conta que com o tempo se passa a vida.

A vida que deveria ser plenamente vivida fica restrita aos fim de semana.  E quando chega, a pessoa está tão cansada e aborrecida que não o usufrui como poderia.

Que faria no fim de semana se não estivesse tão cansado?  Realmente iria ao bar beber, ficaria dormindo o dia inteiro,   ou preferiria viajar, praticar esportes, conviver com amigos e a  família…

Como administrar a qualidade de vida?

Como mudar esse círculo vicioso de jogar a vida fora esperando pelo fim?

Nossa vida é feita de escolhas. Desde a menor até a mais importante das nossas escolhas, todas influem no nosso destino. Nós estamos onde escolhemos estar.  Às vezes pode parecer contraditório afirmar que estamos numa situação ruim,  porque escolhemos estar lá. Mas foram as nossas escolhas que nos levaram a tal situação.

Se estivermos descontentes ou até infelizes, cabe a cada um alterar a sua realidade, fazendo novas escolhas de forma consciente e acertada.

Como fazer isso?

Buscar o auto-conhecimento. Só descobrindo quem realmente é, o que pensa e o que quer, pode optar. Isso é necessário, porque o ser humano está em constante crescimento e amadurecimento. As idéias, desejos e objetivos acompanham essa evolução.

Observar a situação e a realidade. Ler, atualizar-se, estudar. Buscar novas opções, pedir ajuda  e orientação.

E enquanto a nova fase não chegar, observe o que há de positivo na realidade atual e veja o que conseguiu  aprender com essa experiência.

Não espere pelo fim de semana, sua vida é importante a cada minuto. Viva intensamente e faça sua vida acontecer. Trabalhe, progrida, escolha uma profissão que o realize. Seja importante para você, sua família e o próximo.

Inês Hurtado O. Niero