Professor – profissão de desafios e problemas

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O professor é  aquela pessoa que pensa contribuir para tornar a sociedade melhor, através do seu trabalho de formar seres humanos que com suas habilidades e capacidades encontrarão seu lugar na sociedade.
Preocupa-se com o conteúdo e as estratégias que irá usar para transmitir os seus conhecimentos e tornar a aula agradável e interessante.
O salário não é o que o mantêm na carreira, na grande maioria dos casos.  Sabemos que os professores são mal remunerados pelas horas trabalhadas. Na realidade, o seu trabalho tem início com a preparação das aulas, continua  em sala de aula e prossegue após as aulas,  com a correção de trabalhos, provas, cadernos e apostilas.  Avalia se há necessidade de reestruturar suas aulas ou pode seguir adiante.
Essa é a parte mais fácil da profissão, o que é previsível e controlável. O professor dedica anos de sua vida  estudando e formando-se para isso.

A parte mais difícil é a que tem trazido  professores para a terapia:  a convivência com os alunos, pais, coordenadores e diretores. O estresse advindo desses relacionamentos tem prejudicado o desempenho e a vida pessoal e profissional deles.DSC04446

Há trinta  e três anos, quando me formei como professora, esses problemas praticamente inexistiam.  Isso porque as crianças vinham para escola com vontade de aprender e recebiam dos pais a instrução de respeitar o professor.
O professor representava a figura dos pais, na ausência dos mesmos.  Os alunos respeitavam e obedeciam as ordens dadas.  As aulas transcorriam  bem e o professor podia transmitir seus conhecimentos e ver, com satisfação, o progresso dos alunos.  Os alunos, por sua vez, aportavam suas ideias e conhecimentos para enriquecer as aulas. Havia uma troca de informações.   Nas festas escolares os professores se esmeravam para ensaiar números novos onde cada aluno pudesse mostrar sua alegria ao participar.  As famílias vinham para assistir e prestigiar, trazendo também, tios, avós, primos e vizinhos. Era uma confraternização onde todos saiam felizes.

Ao longo dos anos,  as transformações ocorridas na sociedade se refletiram dentro das salas de aula.  As crianças não mais recebiam a instrução de obedecer e respeitar o professor.  O professor deixou de ser respeitado como um pai ou mãe, até porque os filhos perderam o respeito pelos pais.  Os pais na ânsia de serem liberais se perderam na hora de estabelecer limites e transmitir valores.
As crianças pensam que sabem tudo e podem tudo. Até chegar ao triste quadro que vemos, no noticiário da TV,  de crianças que ofendem e agridem fisicamente os professores. Pais que vão à escola, sem saber como agem seus filhos na sua ausência, e põem a culpa no professor pelas más notas do filho.
A televisão, a internet e os meios de comunicação transmitem informações às  crianças que nem sempre têm a maturidade para entendê-las.

Os valores mudam radicalmente: se usam as pessoas e se amam os objetos.

A formação perde o sentido quando ouço de um pai:

-Se passar de ano, te dou um carro!

O filho vai “tirar a nota” que precisa não porque quer aprender, mas sim porque quer o carro.  Que valor esse pai transmite ao filho?

O sistema também mudou e por longos anos não se podia reprovar o aluno. Davam a ele todas as chances de alcançar a nota necessária. Caso isso não ocorresse, podia fazer um trabalho para complementar a nota. Os alunos sabiam e nem se preocupavam, pois sabiam que não repetiriam o ano e não haveria punição pela falta de estudo e mau comportamento.

Com tantas mudanças, o desafio do professor é cada vez maior.

1-     Dominar o conteúdo, preparar uma aula interativa, interessante e que compita com a velocidade das informações obtidas pelos alunos na internet.

2-     Ter jogo de cintura e driblar o mau comportamento dos alunos.

3-     Adequar-se à realidade da instituição onde presta serviço.

4-     Tentar formar o indivíduo que lhe foi confiado no papel de aluno, transmitindo os conhecimentos e valores necessários.

5-     Estar disponível sempre  que a escola o requisitar.

6-     Ter autoestima elevada para aguentar todas as adversidades sem deixar transparecer o seu cansaço, aborrecimento, desapontamento e  tristeza em todas as ocasiões em que seus direitos são desrespeitados.

Poderia prosseguir com essa lista, mas creio que já é suficiente para exemplificar alguns motivos que levam um professor a fazer terapia.

A terapia é um momento onde o professor pode expor todos os seus sentimentos e dificuldades. É um espaço de reflexão e reavaliação de sua atuação, de seus conceitos e objetivos. É o momento para estabelecer novas metas para o seu futuro próximo e também para o distante.

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Comer para quê?

Qual a relação que estabelecemos com os alimentos?

A alimentação deveria cumprir a função básica de alimentar e manter o perfeito funcionamento do organismo. Porém não é isso o que acontece atualmente.

Se voltarmos na história, desde a época das cavernas, o alimento era escasso e muitas vezes dificultoso de se conseguir.

O homem caçava e estocava o alimento, pois não sabia quando obteria mais. Para caçar tinha que andar muito e gastava assim muita energia. Queimava as calorias, por isso não engordava.

As pessoas cujas células armazenavam mais gordura tinham mais chance de sobrevivência. Assim, se fez a seleção natural da espécie.

Hoje tudo mudou. Vemos o alimento como fonte de prazer, status, maneira de descarregar tensões.  Deixamos de comer por ter fome real e passamos a comer por ter fome “emocional”.

Também a maneira de obter os alimentos mudou. É fácil. Nem precisamos mais sair para comprá-lo, é só chamar por telefone ou pela internet.  Não despendemos  energia física. Precisamos somente de dinheiro para pagar a conta.

Porém uma coisa não mudou… a maneira como as células armazenam a gordura.  O alimento ingerido é armazenado sob a forma de gordura e fica lá, esperando ser utilizado.  Mas como isso não acontece, devido ao estilo de vida sedentário, logo chega a hora de outra  refeição e a consequente ingestão  de mais carboidratos, gordura,  e tudo se acumula nas células.

Comer de forma seletiva

1 – Quando quisermos nos alimentar, deveremos primeiro perceber se a fome é real ou emocional.

2 –  Ter horário certo e fracionar as refeições. Comer pouco em intervalos menores de tempo. Assim o organismo sente que não ficará tanto tempo sem alimento e não armazenará tanto.

O ideal é fazer cinco refeições durante o dia: café da manhã, lanche ( fruta ou iogurte), almoço, lanche(fruta ou iogurte), jantar.

3 – A escolha dos alimentos deve ser seletiva. Deveremos nos perguntar qual a real necessidade daquele alimento para nosso organismo.

Um exemplo que aprendi com a minha gatinha,  pode servir para ajudar a entender nosso comportamento.

A gatinha, cada vez que passava em consulta com a veterinária, ganhava um biscoitinho doce próprio para animais.   Ela olhava, cheirava, empurrava com a patinha e não comia, mesmo se estivesse com fome. Esperava chegar em casa para comer sua ração.  Parece que “sabia” que aquilo não lhe acrescentava nada de bom. Esse pode ser chamado de instinto de conservação.

Nós também deveríamos ser assim. Olhar, analisar e somente comer o que for necessário e saudável.

Nós que subestimamos os animais e nos julgamos superiores, perdemos o instinto de conservação?

As nossas escolhas devem ser mais racionais que emocionais. Devemos nos perguntar se aquele alimento que estamos pensando comer e a quantidade escolhida  são realmente necessários.

Podemos substituí-lo por outro?

Podemos comer menor quantidade e ficar satisfeitos, sem sentir fome?

Procure uma nutricionista,  peça ajuda para montar um cardápio que seja adequado ao seu tipo físico e às suas necessidades diárias.

Se a sua fome é emocional, procure uma psicóloga,  descubra as causas e como resolvê-las.

Como você quer chegar à idade avançada?

A qualidade de vida depende de

  • Ter  boa saúde e   poder realizar atividades diárias.
  • Ter boa saúde mental.
  • Ter bom relacionamento com a família e os amigos.
  • Tratar as doenças que por ventura apareçam.
  • Poder manter a independencia dentro de casa.

Comece imediatamente a pensar nesses aspectos e envelheça com saúde e feliz.

Há um velho ditado que diz: o peixe morre pela boca!

Escolha seus alimentos e como quer viver.

Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é uma doença psicológica caracterizada pela manifestação inconsciente do esgotamento emocional. Tal esgotamento ocorre por causa de grandes esforços realizados no trabalho que fazem com que o profissional fique mais agressivo, irritado, desinteressado, desmotivado, frustrado, depressivo, angustiado e que se avalia negativamente.

A pessoa que apresenta tal síndrome, além de manifestar as sensações acima descritas, perde consideravelmente seu nível de rendimento e de responsabilidade para com as pessoas e para com a organização que faz parte. Pode ocorrer em profissionais de diferentes áreas que possuem contato direto com pessoas. Também apresenta manifestações fisiológicas como cansaço, dores musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça freqüente e dificuldades respiratórias.

A Síndrome de Burnout pode ser prevenida quando os agentes estressores no trabalho são identificados, modificados ou adaptados à necessidade do profissional, quando se prioriza as tarefas mais importantes no decorrer do dia, quando se estabelece laços pessoais e/ou profissionais dando-os importância, quando os horários diários não são sobrecarregados de tarefas, quando o profissional preocupa-se com sua saúde e quando em momentos de descontração assuntos relacionados ao trabalho não são mencionados.

O tratamento para a doença é variável, pois podem ser iniciados a partir de fitoterápicos, fármacos, intervenções psicossociais, afastamento profissional e readaptações. É importante ressaltar que a Síndrome de Burnout é diferente da depressão, pois a síndrome está diretamente ligada com situações ligadas ao trabalho, enquanto a depressão está ligada a situações pessoais relacionadas com a vida da pessoa.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

 

 

Síndrome da Pressa

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A pressa faz parte da rotina de todos que vivem em grandes cidades. Podemos dizer que todos, em algum momento do dia, estão atrasados ou em cima da hora e tem que apressar o passo para realizar as tarefas necessárias. A pressa é direcionada para um momento ou atividade.

A Síndrome da Pressa, por sua vez, é um conjunto de sintomas que caracterizam a doença. As pessoas que sofrem desse transtorno vivem literalmente com pressa 24h por dia.  A ansiedade é contínua e interfere em todos os aspectos da vida dessa pessoa.

Apesar de não ser reconhecida oficialmente pela psiquiatria, a síndrome da pressa é estudada desde 1980. Segundo estudo realizado pelo International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR), entidade que estuda os efeitos do estresse, o transtorno já atinge cerca de 30% dos brasileiros. Ele não constitui uma doença, mas uma série de comportamentos que altera significativamente a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos.

Características

O transtorno é caracterizado por um conjunto de sinais como tensão, hostilidade, impaciência, ansiedade, valorização da quantidade e desvalorização da qualidade, sono agitado, inadmissão a atrasos, problemas de memorização e interrupção da fala de terceiros.

Geralmente a pessoa que sofre da síndrome da pressa demonstra sua agitação até mesmo no seu modo de andar, falar e escrever: o passo acelerado, a fala atropelada e a escrita abreviada (muito comum em tempos de internet) são marcas típicas do transtorno. “Outro sintoma é a agressividade, pois a pessoa que está sempre com pressa quer que todos sigam o seu ritmo”, aponta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. Quem estiver em outro ritmo pode levar um empurrão ou até ser agredido no trânsito.

A síndrome da pressa apresenta sinais semelhantes ao do estresse em estágio avançado, e é comumente confundida com ele. Porém, os problemas têm origens diferentes. Enquanto o estresse avançado é uma reação física e psicológica a um evento novo, ameaçador ou angustiante, a síndrome da pressa é desencadeada por um padrão de comportamento em que o próprio indivíduo traz o estresse para si – ou seja, na maioria das vezes, ele próprio transforma sua vida nesse corre-corre sem fim, seja para produzir mais e ter mais retorno financeiro, seja para ter mais reconhecimento no trabalho.

Os pesquisadores ainda não sabem se esse transtorno é causado pelo ritmo frenético imposto pela atualidade, ou se é uma característica genética.

Consequências

A pressa constante afeta a qualidade de vida em vários níveis: pessoal, profissional, emocional e físico. Isso porque a pessoa deixa de se dedicar aos relacionamentos e a qualidade do trabalho fica comprometida. Além disso, a ansiedade e a frustração constantes afetam a qualidade do sono e da alimentação, o que pode acarretar uma série de doenças. Depressão, distúrbios gástricos, transtornos alimentares, insônia, dores musculares, fadiga e pressão alta podem ser algumas conseqüências

A pressa é exigida para alguns profissionais como os bombeiros, médicos e demais pessoas que trabalham em serviços de emergência. Os atletas também lutam contra o tempo tentando ficar entre os  melhores.

A Síndrome da Pressa desenvolve o “vício de ter pressa”. A pessoa não sabe mais nem porque está com pressa. Tampouco consegue fazer suas atividades em um ritmo mais pausado.

Convivemos com muitas pessoas que tem essa síndrome e o seu comportamento incomoda e agride os demais, é só observar os impacientes no trânsito que fazem ultrapassagens perigosas sem nenhuma necessidade ou respeito pelo outro. Provocam acidentes e acham que tem a razão.  No trabalho podemos ver aquelas pessoas que querem “tudo pra ontem”, sem se importar com os procedimentos ou tempo real que aquele serviço demanda para ser realizado com qualidade e segurança.

O importante é que as pessoas que tem essa síndrome, procurem ajuda e se tratem para ter melhor qualidade de vida e melhorar o relacionamento com os demais

OBESIDADE – o que devemos saber para tratá-la.

Como ela começa
A obesidade pode começar em várias etapas da vida.
A família obesa tem a tendência de gerar crianças obesas. Não que seja norma geral, mas se os pais são obesos, a chance de ter filhos obesos é muito maior. O pediatra deve orientar a futura mamãe a respeito.
Na infância, quando há o desmame, a mãe fica com medo que seu filho não esteja bem nutrido e o superalimenta. Antigamente se dizia que nenê gordo era sinônimo de nenê saudável. O excesso de nutrientes nessa fase faz com que se desenvolvam em maior quantidade as células de tecido adiposo.

É na fase de crescimento que as células se multiplicam. Portanto é durante de toda a fase de crescimento que os pais devem ter cuidado para que seus filhos não se tornem obesos.
Na adolescência e vida adulta, as células adiposas mantém sempre o mesmo número, não importa se a pessoa está magra ou obesa. O que vai variar é o tamanho dessas células. É como se as comparássemos com sacolinhas de plástico que podem estar vazias e no momento em que precisamos carregar algo, fazemos uso delas e logo estão cheias. Assim, se comemos além do necessário, a gordura fica depositada nas células e o peso aumenta.
O peso começa a subir na balança, mas a pessoa não se da conta. Só quando a roupa começa a ficar apertada é que dispara um alarme : O que está acontecendo?DSC02298
Olhando no espelho da pra ver o novo pneuzinho, a dobrinha… mas ainda não é motivo de muita preocupação.
Isso acontece porque nos acostumamos com o nosso corpo, e como a mudança não ocorre de um dia para outro, fica mais difícil perceber.
Continuamos na nossa rotina, não mudamos nada e o peso continua a subir.
Quando começam os cuidados
Os cuidados começam quando os quilos a mais impedem que usemos aquela roupa preferida, ou quando alguém nos alerta de maneira a nos deixar preocupados.
Há pessoas que não são tão sutis e nos avisam a respeito do problema de forma pejorativa que nos deixa tristes ou de mau humor. Então se acende a luz vermelha de alerta máximo e começamos a pensar o que deve ser feito para resolver a questão.
Nesta fase surgem as amigas que sempre tem uma receita mágica, que alguém tomou e perdeu muitos quilos. Sempre há boa intenção nas indicações, mas nem sempre se conhecem os efeitos de cada chá, dieta ou remédio, portanto muita atenção!
O que se deve saber
É importante saber que a obesidade é uma doença crônica, multi determinada e que traz consigo outras doenças associadas. O que é isso?
A obesidade é uma doença, porque ela se desenvolve e vai exigir tratamento contínuo, por toda a vida e não só no momento do emagrecimento.
Ela é multi determinada, porque surge de vários fatores que colaboram para o seu aparecimento e manutenção.
As causas podem ser: hereditárias; alimentação inadequada; doenças; remédios ( como os corticosteróides, por exemplo) ; sedentarismo, problemas emocionais; problemas pessoais; problemas familiares; problemas profissionais; problemas de relacionamento.
A pessoa que tem problemas e não consegue resolvê-los, fica ansiosa e angustiada. Busca na comida a satisfação momentânea. Assim a impulsividade e a ansiedade a levam a comer cada vez mais. Não come por ter fome real e sim porque a sensação de ingerir o alimento causa o bem estar, mesmo que passageiro e mesmo que venha a acarretar o problema da obesidade. Pode ocorrer então um círculo vicioso onde a pessoa come para sentir-se bem, e depois se sente culpada por ter comido além da necessidade real do seu organismo.
É fundamental procurar o auxílio de um/a psicólogo/a para trabalhar os problemas. Esse profissional também fará o encaminhamento para um médico endócrino, uma nutricionista e indicará a prática de esportes para auxiliar no tratamento.
Tudo isso ??? Você deve estar se perguntando. A resposta é SIM ! Porque o ser humano é complexo e precisa ser tratado em sua totalidade.
É preciso saber se há algum tipo de problema ou carência de hormônios, vitaminas, etc. Para isso o médico pedirá exames e fará o diagnóstico.
O psicólogo trabalha a parte dos sentimentos e do comportamento. Descobrir quais os motivos que deixam a pessoa triste, ansiosa, depressiva e a levam a comer de forma compulsiva ou errada. Quando esses sentimentos são descobertos e tratados, inicia-se a fase da mudança de comportamento através da Terapia Cognitivo Comportamental.
A nutricionista fará a contagem de calorias e estabelecerá a dieta a ser seguida.
A atividade física é fundamental para acelerar o metabolismo e a queima de calorias, além de trazer bem estar após a atividade.
E sempre recomendo seguir uma religião de sua preferência. A parte espiritual equilibra o ser humano e o faz ter consciência que a vida segue, não se detém.
Assim o tratamento terá êxito. O ser humano é formado por: corpo, mente e espírito. O equilíbrio entre as três partes traz o bem estar e a melhoria da qualidade de vida.

O que está errado comigo?

Desde o momento do nosso nascimento estamos em contínuo processo de amadurecimento e aprendizagem. Mas em dados momentos da vida ocorrem tantas mudanças que alteram os comportamentos, as ideias, valores e prioridades. A nossa maneira de interagir e compreender o próximo e a nós mesmos fica afetada. É necessário então reaprender a fazer o que fazíamos antes tão bem sem nos dar conta.
Respirar
Os bebês respiram enchendo os pulmões e expelindo o ar de forma que vemos a ondulação do sobe e desce da barriguinha deles.
O tempo passa e começamos a respirar de forma incompleta. Enchemos de ar somente a parte superior do tórax e expelimos o ar rapidamente. Essa forma de respirar é a responsável pelo aumento da ansiedade e o aparecimento de doenças que se devem à má oxigenação do corpo. A reeducação se faz necessária e pode ser feita com exercícios respiratórios. A prática da yoga é excelente assim como o pilates.
Olhar e Ver
Acostumados a chegar a casa e encontrar sempre o mesmo ambiente e as mesmas pessoas, olhamos, mas não nos detemos para ver o que há de novo ou diferente. Os objetos podem ser os mesmos, mas as pessoas podem estar muito diferentes. Precisamos olhar para o semblante delas e ver como estão. Perceber se estão felizes, tristes ou cansadas. Perguntar com real interesse: Como foi o seu dia?
Escutar e Ouvir
Perguntamos como foi o dia, mas nem sempre o fazemos com real interesse. A resposta escutada não é processada, pois a cabeça está cansada pelo enorme turbilhão de informações que nos atingem diariamente. A pessoa responde, mas não é ouvida. Às vezes damos uma resposta que já está pronta e não é o que a pessoa precisa ouvir.
Separar um tempo para dedicar-se à família
Se fizermos uma conta, de modo geral, as pessoas passam de 10 a 14 horas fora de casa no transporte e no trabalho. Dormem de 6 a 8 horas por noite. Assim vemos que sobra pouco tempo para dedicar à família.
Esse tempo é compartilhado com as refeições, a televisão, a internet… Ou seja, novamente o ver e ouvir ficam prejudicados.
A hora de sentar e conversar com a esposa; brincar com os filhos pequenos; dialogar com os filhos adolescentes, fica prejudicada e torna-se insatisfatória para quem esperou o dia inteiro por isso.
Se faz necessário desligar a televisão e o computador. Olhar, ver, escutar, ouvir, prestar atenção a todos que são importantes e gostam de nós. Compartilhar com eles os sentimentos, acontecimentos diários, alegrias e pensamentos. Estar receptivos para entendê-los. Pedir ajuda e ajudar. Sorrir, abraçar, brincar, conversar, descontrair-se.
Afinal, em casa, temos o direito de ser quem realmente somos: pais, mães, filhos, irmãos, maridos, mulheres, avós… Pessoas que amam e querem ser amadas, respeitadas, ouvidas e aceitas.
Quando isso não acontece, as pessoas sentem que, mesmo chegando em casa, lhes falta algo. Alguma coisa não vai bem, mas não conseguem detectar o que está errado ou incompleto. Começam as discussões, a infelicidade e o desconforto de estar em um lugar pouco acolhedor. Vem a sensação que estava melhor na rua que no seu lar.
Se esse for o seu caso e não conseguir detectar o que há de errado, procure o auxílio de um psicólogo. Faça terapia para se conhecer melhor, identificar o que o incomoda e sanar as dificuldades. Pense em melhorar sua qualidade de vida e a de sua família.

A Internet e sua Influência na Vida Pessoal

A internet trouxe uma profunda mudança de comportamento na nossa sociedade.

Como ferramenta de trabalho, trouxe agilidade, facilidade e rapidez. Algumas pessoas não mais precisam se deslocar para trabalhar, o fazem desde seu local de residência. Seja no escritório ou em casa,  consultam sites de jornais e outros que lhes aportam informações valiosas.DSC04448

Na aprendizagem, influiu de maneira muito positiva, trazendo conhecimento  de forma prática e global. O tempo que era  usado para deslocar-se  até bibliotecas ou mesmo buscar em livros, agora é bem aproveitado obtendo maior número de informações em menor tempo. A variedade e qualidade dos textos e fotos enriquecem a pesquisa.

A internet é ótima para reencontrar a família, os amigos;  manter o contato e marcar encontros.

As relações pessoais, porém,  tornaram-se mais distantes e frias. São intermediadas à distância.  O homem torna-se mais egoísta e  individualista. Perde o contato direto e deixa de interagir de forma a compreender e respeitar as outras pessoas. Predomina a sua verdade, a sua forma de pensar e não há ninguém para contestá-la.

Muitas vezes, a pessoa só consegue se relacionar através da internet, porque tem tempo de pensar o que responder, e se a conversa não estiver interessando, pode dar uma desculpa e “sair” sem  problemas.

Outras vezes, a pessoa cria uma imagem de si e começa a acreditar que é daquele jeito. Apresenta-se daquela maneira através da internet, mas quando se encontra face a face com o outro,  a máscara cai e a relação não vai adiante.

O problema maior surge quando a pessoa se torna tão dependente da internet,  que passa a ser como um vicio da qual não tem consciência, e não consegue nem quer se libertar.

Para Griffiths (1998), qualquer comportamento que cumpra os  seis critérios a seguir, será definido  operacionalmente como “viciado” em internet:

1-      Não há para o individuo atividade mais importante que estar conectado,  e isso domina seus pensamentos, sentimentos e conduta.

2-      Modificação do humor.

3-      Tolerância: aumenta cada vez mais o tempo que fica conectado.

4-      Síndrome de abstinência: efeitos negativos quando se diminui ou interrompe o tempo que fica conectado.

5-      Conflito: a- entre o individuo e o que o rodeia; b- com outras atividades como trabalho ou estudo; c- intrapsíquico – dentro do próprio individuo.

6-      Recaída: tendência a voltar aos padrões anteriores, após algum tempo de abstinência.

Young (1996) elaborou um questionário que nos ajuda a detectar essa dependência à internet:

1-      Você fica preocupado com a internet, pensando na última conexão ou com vontade de conectar-se a cada momento?

2-      Sente necessidade de aumentar a quantidade de tempo de uso da internet para sentir-se mais satisfeito?

3-       Esforçou-se no sentido de tentar controlar, reduzir ou  parar de usar?

4-      Sentiu-se inquieto, de mau humor, deprimido ou irritado?

5-      Perdeu tempo que teria que usar para outra atividade, ficando conectado sem objetivo?

6-      Fica conectado mais tempo a cada dia?

7-      Mente para a família sobre o tempo de uso da internet?

8-      Usa a internet  para esquecer dos problemas?

Se identificou em si ou em algum membro de sua família essas características,  procure ajuda profissional.

Os problemas e inseguranças ocultos devem ser solucionados, para que as atividades na internet voltem a ser momentos de trabalho, pesquisa ou lazer.

A internet é uma ferramenta que bem utilizada traz alegria e complementa as relações pessoais.

Inês Hurtado de Oliveira Niero

CRP: 06/19.519

Reprodução Humana – Sonhos, realidade, expectativas, problemas…

 

Vivemos em uma sociedade de contrastes.

Enquanto algumas tem  o bebê  e  o  jogam na caçamba de entulho… causando  espanto e indignação… outras sonham em ter seu próprio filho, a sua continuidade, alguém a quem transmitir o que sabem,  o que possuem  e  o amor que tem!

Na  história da humanidade a mulher não fértil era vista como castigada e podia até ser excluída da família. Não havia tratamento para isso.   A fertilidade era um presente dos deuses. A mulher grávida era  a que trazia sorte, alegria e  riqueza para o lar.

Hoje, para ter o  filho tão sonhado, os casais  planejam, programam e esperam. Porém,  nem sempre a gestação ocorre.  Então começa a peregrinação por médicos e laboratórios para descobrir e corrigir o que não está permitindo a gravidez.

A investigação, geralmente, começa pela mulher que vai ao ginecologista e se submete a vários tipos de exames. Quando a causa não é detectada, então  o parceiro tem que fazer os exames necessários.

A gravidez  é um processo que envolve fatores:  físicos,  psicológicos, sociais, financeiros  e religiosos . Por isso, a infertilidade pode ser multi-determinada.  É fundamental que haja um diagnóstico conjugal para iniciar o tratamento.

A decisão de realizar um tratamento para engravidar, exige um grande  investimento emocional.  É  preciso investigar os reais motivos que levam o casal ou um deles a realizá-lo.  Nas consultas com a psicóloga se detectam os sonhos, sentimentos,  expectativas e crenças que influenciam essa decisão. Muitas vezes  alguns são inconscientes e precisam ser trabalhados. Muitas perguntas  precisam ser repensadas e respondidas.

 Trazer ao mundo um ser humano, seja por processo natural, seja por reprodução assistida, requer estabilidade emocional;  compromisso de amar, respeitar e educar para que ele tenha  o seu lugar na sociedade;  aceitação do outro como  um ser diferente das expectativas.

 Também é preciso estar preparado para as mudanças que a gestação e a maternidade trarão à vida do casal.  São alterações físicas, de humor, sexuais e na própria rotina.   O parceiro deve estar consciente e preparado para essas alterações. As mudanças se iniciam desde que há o desejo de engravidar, seguem por todo o período gravídico e pós-parto.  São fases diferentes, com características próprias e gerais, o que não quer dizer que todas as mulheres a vivam da mesma forma ou com a mesma intensidade. Há  as diferenças individuais e a história de vida de cada uma delas.

Eliminar o Peso e Permanecer Bem

Através da mudança de comportamento, você vai alcançar a meta e manter o peso desejado. Essas mudanças, que no início nos parecem difíceis de manter, tornam-se naturais e rotineiras.

Comportamentos saudáveis:

Atividade física

1.Subir e descer escadas, em lugar de usar o elevador.

2. Caminhar, em lugar de sair de carro ou ônibus.

3.Fazer  30 minutos de exercício todos os dias. Caminhar, andar de bicicleta…

4.Praticar  algum esporte que goste.  Se não tem  tempo de fazer exercício, mantenha-se em   movimento, e  reduza o tempo que passa na frente do computador ou da tv.

Alimentação

5. Reduza  o  tamanho das porções de comida que coloca no  prato.

6. Evitar comer pão. Se tiver que comer, prefira o integral.

7. Evite beber refrigerante.  Beba  água mineral.DSC_0474

8. Beba até 2 copos de água 30 minutos antes de cada refeição. Isso ajudará a sentir-se      satisfeito por mais tempo e  a ter uma melhor digestão

9. Aumente o consumo de fibras; este nutriente acelera a atividade  do metabolismo.

10. Aumente o consumo de frutas e verduras.

11. Faça 5 refeições  ao dia: o café-da-manhã, lanchinho, almoço, lanchinho e  janta. Sugestões para o lanchinho: frutos secos, ou iogurte, ou cereais, ou uma fruta, ou  chá.

12. Coma  devagar. É uma maneira de “avisar” o seu organismo; a informação de saciedade chega ao cérebro, você se  sentirá saciado antes, e assim comerá menos..

13. Consumir muita água durante o  dia; aproximadamente 2 litros diários..

14. Desligar  a televisão quando estiver comendo.

15. Permita-se comer sua comida favorita de vez em quando. Uma boa dieta jamais tem proibições! A  palavra chave é  moderação.  Comer escondido… de quem????

16. Aprenda a distinguir entre fome natural e fome emocional.

Conduta

17. Motive-se. Pense que seguir uma alimentação saudável vai mais além da estética: é  por sua saúde!

18. Informe-se. Leia os artigos que falem sobre o assunto.   Quanto mais informado estiver: mais rápido, efetivo e bom para a saúde  será a mudança de comportamento.

19. Durma bem, umas 8 horas cada noite. É durante a noite que o organismo   se  reestrutura.

20. Evite o  estresse: quando estamos ansiosos, nervosos ou  deprimidos às vezes descontamos  na comida.

21. Faça fotografias do “antes” e “depois” para ver os resultados.

22. Seja realista. Não se perde peso de um dia para outro. Isso requer: Vontade,  Paciência e Perseverança.

23. Cuide-se para ter uma vida mais feliz!

 

 

Medo de falar em público

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1 – Se na hora de:

– apresentar trabalhos na escola

– apresentar trabalhos na faculdade

– expor suas idéias aos colegas de trabalho

– explicar seu ponto de vista ao chefe

– apresentar os resultados de sua equipe de trabalho a todos da empresa

– fazer seminários

– defender uma tese

– dar uma palestra

– ministrar um curso…

2 – Aparecem  alguns  sintomas como:

– rubor nas faces

– suor abundante

– palpitações

– tremores nas pernas e na voz

– lapsos de memória

– gagueira

– preferem faltar  no dia a enfrentar a situação…

3 – Você está entre as pessoas que tem medo de falar em público, ou até podemos substituir  o termo por:  PAVOR DE FALAR EM PÚBLICO.

O estar em evidência  desencadeia  –   ANSIEDADE.

A ansiedade está ligada a importantes fatores como:

Inibição →  gerada pelo  →  Medo de ser julgado por dizer algo incorreto ou que não agrade, que por sua vez advém de  →  Experiências passadas negativas associadas a  →  Baixa autoestima   e →  Pensamentos Negativos  do tipo – “Eu não vou conseguir …”.

4 – Na Psicoterapia, ao reviver os fatos do passado, a pessoa percebe que sofreu ao ouvir  de pessoas que lhe eram importantes,  palavras que a tolheram em sua capacidade de expressão. Muitas vezes ditas sem que essas pessoas percebessem o mal que estavam causando. Exemplos  na família:”Fica quieto que você não entende nada disso, sai e vai brincar. Você só fala besteira”.

Exemplos na escola: Os colegas dizem que a voz da pessoa é de pato, é alta, é irritante, é baixa, é feia, é esquisita, etc… Ou então: “Você não vai apresentar o trabalho do grupo, porque não sabe nem  falar direito, nem explicar!”

São vivências negativas que modificam a percepção que a pessoa tem de si próprio. Ficam no inconsciente e geram pensamentos automáticos negativos do tipo: ” Eu sou incompetente.” “Nunca vou ser capaz.”

É importante ressaltar que elas são negativas, porque foram ditas  por pessoas que, naquele momento, eram de alguma forma importantes para a pessoa que sofreu a crítica negativa. Do contrário, essas críticas cairiam no esquecimento e não influiriam na autoimagem.

Há outro fator que modifica a situação acima. São as características de personalidade e os mecanismos que a pessoa dispõe no momento. Exemplo: Para algumas pessoas, essas críticas negativas se transformam em desafios a vencer.

Procurar ajuda é o primeiro passo a ser dado quando se quer vencer uma dificuldade. É sinal que algo não está bem, incomoda e por isso, deve ser mudado.

É através da psicoterapia que essas vivências negativas se tornam conscientes, são analisadas e reavaliadas  em valor e importância.  Assim mudando o valor a ela atribuído, a crença que antes era tida como verdadeira, deixa de ser.

Na  Terapia Cognitivo-Comportamental , há técnicas que ajudam a interpretar e transpor as barreiras autolimitadoras, ajudando na construção de uma nova autoimagem  e na melhora da autoconfiança.  A pessoa deixa de  “se deixar conduzir”  e passa a conduzir sua vida de uma maneira melhor.

A pessoa  que supera seus bloqueios está apta a receber críticas e analisá-las, extraindo delas lições que a ajudarão a melhorar e crescer cada vez mais.  São pessoas que conhecem seu potencial,  confiantes da sua capacidade de ser feliz e comemorar as suas conquistas.

Estresse – Você ultrapassou seus limites!

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Quando não se respeitam os limites, sejam  físicos ou psíquicos, o  organismo emite um alerta – o estresse.

Esse alerta  diz que a carga de trabalho, responsabilidades e ou  emoções como a ansiedade,  está  acima do limite suportável  do  organismo.  Como resposta a essa sobrecarga, ocorrem desde distúrbios transitórios até as doenças graves e irreversíveis.

Antes se pensava que este era um problema do individuo, hoje se sabe que um funcionário estressado traz prejuízo para a empresa,  devido ao seu baixo rendimento, incapacidade de desempenhar bem a sua função e interagir em grupo. Falta ao trabalho por problemas de saúde desencadeados pelo estresse e dependendo do caso, pode até ficar afastado em tratamento médico, psiquiátrico e psicológico – as conseqüências são físicas, emocionais e mentais.

Como identificar o estresse?

Alguns sintomas são:

Taquicardia, sudorese, falta de concentração, instabilidade emocional, dores de cabeça persistentes, sensação de que tudo é difícil de fazer e que não vai conseguir, insônia e perda de interesse por coisas que antes gostava.

Algumas doenças pré-existentes se intensificam como a fadiga, as doenças respiratórias,  doenças de pele, úlceras, gastrites, colesterol  alto, diabetes, transtornos obsessivos.

Como  tratar o estresse?

O ser humano é formado por corpo – mente –   espírito.  Assim o tratamento deve ser a busca do equilíbrio dessa tríade.

Na psicoterapia através da análise dos fatores que a desencadearam, busca-se uma reformulação da vida e da maneira como ela é entendida.  Estimula-se a prática de esportes, caminhada, exercícios respiratórios, ter  uma religião e a  busca de atividades que tragam bem estar.

Esperando pelo fim de semana

Há um movimento crescente pró fim de semana.   As pessoas começam a semana lastimando o infortúnio de ser segunda-feira. Passam o dia pensando em como fazer para que termine rápido.

Assim prossegue a semana, e a cada dia a contagem regressiva é o que motiva milhares de pessoas a realizar suas tarefas, cumprir seus compromissos.

Algumas profissões por suas características, maus salários ou situações irregulares, podem ser prejudiciais à saúde e causar frustração e  depressão,  aumentando a ansiedade.    Alguns exemplos: professores, caixas, enfermeiros, encarregados de limpeza.

Essa ansiedade,  e por vezes a depressão, leva o individuo a desejar que o dia passe voando, a semana passe depressa e o mês termine rápido.  Só não se da conta que com o tempo se passa a vida.

A vida que deveria ser plenamente vivida fica restrita aos fim de semana.  E quando chega, a pessoa está tão cansada e aborrecida que não o usufrui como poderia.

Que faria no fim de semana se não estivesse tão cansado?  Realmente iria ao bar beber, ficaria dormindo o dia inteiro,   ou preferiria viajar, praticar esportes, conviver com amigos e a  família…

Como administrar a qualidade de vida?

Como mudar esse círculo vicioso de jogar a vida fora esperando pelo fim?

Nossa vida é feita de escolhas. Desde a menor até a mais importante das nossas escolhas, todas influem no nosso destino. Nós estamos onde escolhemos estar.  Às vezes pode parecer contraditório afirmar que estamos numa situação ruim,  porque escolhemos estar lá. Mas foram as nossas escolhas que nos levaram a tal situação.

Se estivermos descontentes ou até infelizes, cabe a cada um alterar a sua realidade, fazendo novas escolhas de forma consciente e acertada.

Como fazer isso?

Buscar o auto-conhecimento. Só descobrindo quem realmente é, o que pensa e o que quer, pode optar. Isso é necessário, porque o ser humano está em constante crescimento e amadurecimento. As idéias, desejos e objetivos acompanham essa evolução.

Observar a situação e a realidade. Ler, atualizar-se, estudar. Buscar novas opções, pedir ajuda  e orientação.

E enquanto a nova fase não chegar, observe o que há de positivo na realidade atual e veja o que conseguiu  aprender com essa experiência.

Não espere pelo fim de semana, sua vida é importante a cada minuto. Viva intensamente e faça sua vida acontecer. Trabalhe, progrida, escolha uma profissão que o realize. Seja importante para você, sua família e o próximo.

Inês Hurtado O. Niero

 

Final de Ano

Os dias se sucedem em tal velocidade que, quando menos percebemos  já estamos novamente comemorando o final de um ano e o início de outro.

Época de confraternizar, viajar, pensar, contabilizar, seguir com o que está indo bem, reformular, repensar, reorganizar os objetivos e estabelecer metas.

No calendário é um dia após o outro, mas para cada um é um marco, um divisor de águas: analisar o que devemos manter e o que devemos descartar de nossa vida.

Como vai o trabalho?  Estou satisfeito?    Sou bem remunerado? Tenho novas opções?

Quem são meus amigos?    Quais as qualidades que eles têm que tornam a amizade melhor?

Que tipo de atividade pratico?     Ou sou muito sedentário?

Estudo?  Leio?  Estou atualizado?

Tenho momentos de lazer?      O que faço nas horas vagas?

O que me faz bem?  O que me faz mal?

Quais são meus valores?  Estou tranquilo(a)  em relação a eles ou algum conflita com minha vida atual?

Como e com quem vou passar os festejos?    É isso o que realmente quero, ou queria festejar de outro modo, em outro lugar e com outra(s) pessoa(s) ?

Como eu me vejo?  É assim que eu me imaginava?  Como os outros me vem?

Que desejo manter?  Que característica gostaria de mudar?

Como vai ser o ano que vem?   O que vou fazer?

Estas são questões que surgem com frequência e com tal força que não podem ser ignoradas.

TB – Transtorno Bipolar e TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção

São transtornos de humor que se manifestam em crianças, adolescentes e adultos, mas nem sempre são identificados prontamente.

Transtorno Bipolarapresenta comportamento instável, que combina momentos de agitação e euforia com longos períodos de prostração e desalento.

Transtorno do Déficit de Atenção – o diagnóstico começa com uma extensa análise clínica do caso por um especialista em TDAH e co-morbidades, quando são analisadas as características cognitivas, comportamentais e emocionais relacionadas à presença ou não da hiperatividade e impulsividade.

A partir daí, a depender das características do caso, o especialista pode solicitar outros testes e exames, desde exames físicos até avaliação cognitiva, neuropsicológica, comportamental e/ou emocional.

Muitas crianças sofrem no período escolar, porque os pais e educadores não sabem que o comportamento inadequado faz parte de uma doença.

Geralmente são as crianças que não se adaptam devido ao seu comportamento agressivo, hiperativo, impulsivo, desatento, instável ou depressivo.

As queixas são por não fazer as coisas até o final, deixar tudo largado e pela metade… É comum tentar explicar a desatenção, hiperatividade, agitação, impulsividade como traços de personalidade, irresponsabilidade ou falta de interesse.

Outros sintomas que podem ser indicadores: diminuição da necessidade de sono, tagarelice, grandiosidade, aumento da distração, agitação e diminuição da crítica.

Segundo a doutora Lee Fu-I médica do Serviço de Psiquiatria Infantil do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que atende mensalmente cerca de 150 pacientes infantis com transtorno bipolar, 60% dos adultos portadores de TB afirmam ter manifestado a doença já na infância ou na adolescência, passando-se alguns anos e até décadas entre o início da doença e a constatação do diagnóstico.

Na Fase Adulta

Transtorno Bipolar: a pessoa não consegue entender as mudanças de humor que sente. Ela fica insegura, não sabe o que tem nem o que está acontecendo. Pode gerar isolamento, por medo de não conseguir prever o próprio comportamento.

Se acontecer um imprevisto desagradável, ela pode reagir de modo violento ou sentir imensa vontade de fazê-lo. Logo após, pode entrar em depressão e ter comportamentos prejudiciais à sua saúde.

TDAH: pessoas talentosas deixam de desenvolver todas as suas capacidades devido a erros por desatenção. Ações impulsivas levam a conseqüências indesejadas e a agitação mental impede descansar, recuperar as forças, podendo levar à exaustão.

Desatenção, problemas com memória, falta de organização, dificuldades em levar tarefas e projetos até o final… Estas são queixas comuns, na área profissional ou acadêmica.

Tratamento

No caso do TDAH – e de todos os outros transtornos que envolvem o funcionamento cognitivo comportamental e emocional, é necessário um tratamento integrado, dirigido tanto aos déficits de base orgânica quanto aos comportamentais. O quanto se investirá em cada área, por quanto tempo e com qual prioridade varia de acordo com o caso.

A base orgânica do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção – está relacionada a anomalias no funcionamento das áreas corticais. Entretanto, a manifestação destes déficits biológicos e sua intensidade depende das condições ao redor – o contexto de vida, a organização familiar, o tipo de escola, o ambiente de trabalho, etc. – e também da história pessoal de vida – quais habilidades comportamentais, quais facilidades e dificuldades, entre outras. Há algumas condições ambientais que favorecem o aparecimento das formas mais graves do transtorno.

“O tratamento precoce do Transtorno Bipolar traz uma evolução muito melhor na fase adulta. Você poupa muito sofrimento e a qualidade de vida na fase adulta é muito melhor”, alerta a doutora Lee Fu-I. Para crianças, os medicamentos mais utilizados hoje em dia são os estabilizadores de humor do tipo anti-convulsivantes, sendo que entre eles o lítio é considerado padrão “ouro”, isto é, o mais indicado de todos.

A intervenção medicamentosa é necessária e produz efeitos. Existem melhoras significativas, porém não é fácil reverter o problema completamente. Mas consegue-se fazer a criança funcionar bem melhor nos seus relacionamentos e nas suas metas, capacitando-a para construir o seu percurso de vida.

Juntamente com os remédios, o tratamento deve incluir também atividades de psicoterapia, tanto para o paciente como para os seus familiares. “O psicoterapeuta tem que falar com a família, não apenas com a criança. A família precisa se capacitar para lidar com a criança”, conclui Jonia Lacerda.

Além da psiquiatria e da psicologia, a ação multidisciplinar para tratar a criança e adolescente com transtorno bipolar deve incluir também a pedagogia, para ajudar no desempenho escolar, quase sempre prejudicado em razão da doença.

Sites consultados:

WWW. /diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

/www.dda-deficitdeatencao.com.br

Livro: Transtorno Bipolar na Infância e Adolescência: aspectos clínicos e comorbidades/   Lee Fu-I, Miguel Angelo Boarati e cols.

Obesidade – Como evitá-la

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3º Simpósio sobre Obesidade na Infância e Adolescência do HC – FMUSP

Texto escrito por Inês Hurtado de Oliveira Niero

Psicóloga associada a ABESO

Obesidade – Como evitá-la

A obesidade é uma doença que atinge as pessoas no mundo todo, independentemente de sexo, idade ou poder aquisitivo.

Muito se tem alertado, estudado e discutido a respeito, porém, se não houver uma consciência a nível familiar, pouco se pode fazer.

A família é onde se da o primeiro contato com o mundo exterior. É com ela que aprendemos e adquirimos hábitos e atitudes.  Vem daí a importância da formação de hábitos alimentares na infância. Se a mãe oferece água ou suco de laranja, quando a criança tiver sede vai procurar uma dessas alternativas para beber. No entanto, se a mãe oferecer um refrigerante, dificilmente essa criança se contentará com suco ou água.

O mesmo ocorre com os lanches naturais x salgadinhos da hora do lanche.

Assim, é dentro de casa que temos que iniciar a prevenção contra a obesidade. A partir do momento em que ocorre o desmame e o contato com os alimentos, a mãe ou pessoa que cuida da criança, deve estar atenta aos horários de alimentação e à quantidade oferecida.

O nosso organismo tem um controle do que precisa ou não ingerir. Quando a criança não quer comer mais, é porque o seu cérebro recebe uma mensagem do seu sistema digestivo, avisando que está saciada.  Insistir e fazer a criança comer contra a vontade, é desrespeitar esse regulador interno.

Outro fator importante é a qualidade dos alimentos ingeridos.  Nosso organismo tem a capacidade de processar alimentos crus e de digestão mais lenta.  Porém, na sociedade atual, os alimentos são muito processados e de fácil digestão, o que leva a uma digestão mais rápida e conseqüente sentimento de “fome” em um espaço de tempo menor. O resultado é uma maior ingestão de alimentos em curto espaço de tempo.

A tudo isso, se alia a vida sedentária, seja pela falta de oportunidade, seja pela facilidade.

Antes as crianças brincavam na rua: corriam, jogavam bola, esconde-esconde, queimada; andavam de bicicleta e patins.  Na hora de ir para a escola, caminhavam na ida e na volta.

Agora por motivo de segurança, não podem brincar na rua. Ficam dentro de casa conectadas via internet, ou jogando videogame. O único movimento que realizam é com os olhos e os dedos.   Vão para a escola com o transporte escolar ou de carro com os pais. Quando não estão sentadas jogando, estão sentadas estudando.

Se tudo isso já é sabido, por que é tão difícil combater a obesidade???

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Porque falar é fácil, porém mudar comportamentos é difícil.  As pessoas se habituam e acomodam a uma “rotina” e mudá-la requer uma boa dose de consciência e atitude, segundo Dr. Mauro Fisberg.

É sabido que a obesidade traz consigo outras doenças: cardiovasculares, ortopédicas, psicológicas, respiratórias, displasias… por isso devemos ter a consciência que a mudança de atitudes é necessária se quisermos ter uma qualidade de vida melhor.

A mudança da dieta, incluindo a quantidade e qualidade dos alimentos, aliada a atividade física é a melhor, senão a única maneira de obter um resultado positivo e em longo prazo, que resulta numa vida mais saudável e prazerosa.

Não podemos esquecer a importância do sono na saúde. É durante o sono que os níveis dos hormônios se restabelecem. Quem dorme menos, ganha mais peso.

Uma noite mal dormida impacta no estado de humor da pessoa, gera cansaço e ansiedade.

A obesidade pode causar a apnéia do sono, doença que pode trazer mais comorbidades associadas.

Segundo Dr. Gilberto Formigoni, a apnéia do sono pode ser detectada através dos seguintes sintomas: ronco, pausa respiratória, sono agitado, sudorese noturna, sono em posições estranhas, despertares freqüentes, boca seca, enurese, babação, esforço para respirar, sonolência diurna, agitação, déficit de atenção, baixo rendimento escolar, déficit de crescimento, hipertensão arterial e hipertensão pulmonar.

Obesidade – Como tratá-la

Uma vez instalada, a obesidade é de difícil combate.  A mudança da educação nutricional deve ser radical.

Sabe-se que a origem da obesidade é multifatorial: genética, ambiental e comportamental.

Quanto ao aspecto genético, sabe-se por estudos com gêmeos idênticos, que eles ganham e perdem peso de forma semelhante.

Filhos de pais obesos têm maior predisposição a ser obesos na vida adulta. Isso não quer dizer que eles serão. Depende do ambiente e de como se comportarão nele.

Segundo o Dr. Durval Damiani, a obesidade tem que ser estudada levando em conta as diferenças do organismo de cada individuo. O metabolismo é diferente.  Assim, a ida a um endocrinologista e o tratamento são fundamentais para detectar as possíveis causas que levaram o individuo a atingir o peso acima do esperado.

Aliado ao tratamento com o médico endocrinologista, a Nutricionista é a responsável pela elaboração do cardápio individual.

O Psicólogo trata de todos os problemas que podem ser responsáveis pela obesidade e sua manutenção, assim como auxilia na melhora da auto-estima e convívio social.

São sintomas de problemas psicológicos: depressão, baixa autoestima, isolamento, desânimo, hipersônia, mau desempenho escolar, irritação sem motivo, falta de interesse generalizada.

Dr. Marcio Mancini afirma que o tratamento medicamentoso deve ser feito quando a criança é obesa e não teve êxito com a mudança alimentar e os exercícios. Crianças obesas na faixa etária entre os dez e quinze anos tem 80% de probabilidade de tornarem-se adultos obesos.

Quando a obesidade ultrapassa os níveis que podem ser tratados com medicamentos, e a pessoa tem grau de obesidade 3, é aconselhado o tratamento cirúrgico.

A cirurgia bariátrica deve ser indicada pelo médico e o paciente deve ser bem informado de todos os riscos e benefícios. Ele deve ser persistente e saber que a cirurgia não é a solução mágica para a obesidade. Ela é o ponto inicial de um longo tratamento, que se estenderá por toda a sua vida, afirma o Dr. Dênis Pajecki… Os exames e a suplementação com vitaminas devem ser seguidos à risca, se o paciente quiser ter uma boa saúde.

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