A agressividade

Quando pensamos na palavra Agressividade, muitas imagens e ideias vêm a nossa mente. Diariamente vemos nos telejornais inúmeras notícias que desejaríamos que não houvessem ocorrido.  Espantamos-nos com o nível crescente desse sentimento que gera condutas inadequadas e prejudiciais a todos.

De onde vem  tanta  hostilidade, raiva e  ira que se transformam em agressividade verbal e  física?

Sabemos que o ser humano carrega dentro de si sentimentos antagônicos como o amor e o ódio. Mas é na infância, no desenvolvimento das relações familiares, que a criança vivencia esses sentimentos e aprende a lidar com eles.  A noção de limites, de certo e errado, e dos valores, modularão a expressão deles.

No início o bebê não tem consciência do outro e  o que sente é o que importa. Ele é egocêntrico. Com o passar do tempo e o seu amadurecimento, ele aprende a distinguir o que faz parte dele e o que não faz; toma consciência da mãe e do ambiente que o rodeia. Inicia assim a sua vida em sociedade. Percebe que não é o centro do universo e que os outros também têm vontades que nem sempre coincidem com a dele.  Mas se não aprender a entender e respeitar o próximo, será um egoísta e terá mais dificuldade de adaptar-se à vida em grupo.   São as crianças que fazem birra e conseguem o que querem, porque os pais não explicam a elas que há limites que devem ser observados, entendidos e seguidos.

A agressividade pode ser aprendida pela criança se ela vive em um ambiente hostil, onde as pessoas não se respeitam e vivem brigando. Para essa criança, isso passa a ser normal, uma vez que os pais são o modelo a ser seguido.

O que a criança vê em casa, repete na escola e em qualquer lugar onde estiver. Se ela não respeita os pais, terá muita dificuldade em respeitar o professor, o diretor e os colegas de classe. E sabemos que violência gera violência.

O ideal seria que essas famílias procurassem auxilio profissional, visando ter um ambiente mais saudável para criar seus filhos.  Respeito e carinho são fundamentais na formação da personalidade, assim como a noção de limites, de certo e errado e os valores que orientam o comportamento.

Por tudo isso que foi citado que encontramos nas ruas tantas pessoas egoístas e agressivas. Seja aquele pedestre que atravessa a rua devagar ou correndo entre os carros, seja aquele motorista que não respeita os pedestres e os sinais de trânsito.  No transporte coletivo vemos jovens ocupando os lugares dos idosos ou de pessoas com alguma deficiência.  Nos estacionamentos, não se respeitam as vagas para idosos e deficientes. Nas filas os idosos ficam até constrangidos de serem atendidos antes, porque notam os olhares de reprovação daqueles que ainda não chegaram à velhice e não percebem o cansaço e as dificuldades do ser humano nessa fase da vida.

A frustração também causa agressividade, pois o indivíduo que não consegue alcançar seus objetivos, só enxerga que a culpa é dos outros e não vê como pode superar essa fase e tentar novamente.

A capacidade de tentar de novo quando algo não der certo e  de se colocar no lugar do outro para entender o semelhante,  é  fundamental para diminuir os comportamentos agressivos e ter uma vida mais equilibrada. Haveria menos estresse e ansiedade dentro de cada um.

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Está tudo bem com você?

Por: Inês Hurtado
Quando ouvimos essa pergunta, imediatamente respondemos que sim. Mas, está mesmo?

Vivemos em sociedade e isso tem um custo muito alto. Por não sermos auto-suficientes, dependemos do padeiro, do lixeiro, do médico e de todos que produzem um bem de consumo ou prestam serviços relevantes. Precisamos agendar, esperar, pagar e nem sempre ficamos satisfeitos ou somos bem atendidos.

Desperdiçamos horas de nossa vida parados no trânsito, seja em veículo próprio ou coletivo. Desconforto, demora, cansaço e irritação até chegar ao local de destino.

Quando vamos ao mercado, nos deparamos com o aumento de preços, apesar de que o governo afirma que não há inflação. O salário jamais acompanha a alta dos preços e nosso poder aquisitivo está sempre defasado.

Como se não bastasse, os impostos são caríssimos e não são utilizados para suprir as necessidades dos serviços públicos: saúde, educação, transporte, que estão em decadência ou inexistem.

Mas é no ambiente de trabalho, onde cada um passa mais tempo que em casa, que se travam as maiores disputas. Há sempre alguém que quer ser o centro das atenções e para isso não tem escrúpulos. Há os perfeccionistas, os resistentes a mudanças e tantos outros perfis psicológicos que tornam o dia a dia um verdadeiro teste de resistência.

Ao chegar a casa, pobre do ser humano que lá não encontra acolhida, paz e compreensão para mitigar o cansaço.

E depois de um dia como esse, eu pergunto a você:

– Está tudo bem com você?

Conviver e superar adversidades, a cada momento, exige assertividade e resiliência. A assertividade é a habilidade de expressar o que pensa e sente de maneira clara e direta, sem ofender. Resiliência é a habilidade de se adaptar ao meio.

Quando nossas decisões não são eficientes e nosso comportamento não é adequado, eclodem as doenças.

Somatizamos tudo o que não conseguimos resolver a contento. É como se engolíssemos os problemas e eles fossem parar no estômago, nas costas, na cabeça ou em outra parte do organismo que seja, para nós, mais sensível.

Os consultórios dos médicos estão cheios de pacientes com dores para as quais não se encontram causas físicas. Os exames dizem que não foram detectados problemas. E assim, sem saber o que está acontecendo, a pessoa se sente mal e não consegue achar a solução.

Parar e analisar a sua rotina é fundamental para detectar possíveis causas para o que está sentindo. Se depois que fizer isso, não conseguir encontrar a causa ou, se encontrar a causa e não souber como solucioná-la, procure ajuda especializada.

Procrastinar, Postergar, Deixar pra depois.

Adiar, delongar, pospor, protelar, retardar…
Existem várias palavras para definir uma ação que vai ser adiada. E cada vez mais as pessoas levam a vida adiando suas decisões.
Que caminhos a intenção percorre até chegar à fase da decisão e ação?
Por que há a chamada preguiça que atrapalha a decisão de agir?
Muitas são as perguntas e maior ainda é o número de desculpas para não fazer algo. O fato é que o que é deixado pra depois, geralmente, é necessário no momento seguinte. O trabalho que o chefe pediu; a pesquisa para o trabalho do TCC ou da pós, a ida ao médico, a academia ou mesmo visitar uma amiga. Tudo fica para outro momento – agora não!
O que acontece depois? Há tempo para realizar as tarefas ou não?
O que acontece se o chefe pede o trabalho e ele não foi realizado?
E quando chegar o dia de entregar o TCC ou apresentar a tese?
Adiar a tarefa traz consigo um sentimento de que ela não é tão importante ou necessária e dá preguiça. Cremos que teremos muito tempo disponível para realizá-la.
relogio
O tempo passa e chega a hora que não há mais tempo para ir levando. É hora de tomar uma atitude, realizar o que foi deixado de lado. Então vem a surpresa: o tempo não será suficiente para terminar tudo!!! Começa a correria e com ela, a falta de qualidade, capricho, atenção. Os sentimentos que acompanham essa fase são: ansiedade, estresse, culpa, raiva de si próprio. Há um certo masoquismo: não há tempo para dormir, alimentar-se e descansar antes de terminar tudo.

Isso ocorre independentemente do grau de dificuldade da tarefa, ou seja, tanto quando é fácil como quando é difícil, a atitude de quem está acostumado a postergar é a mesma. O tempo que teria para realizar o que é necessário, é utilizado para outras atividades que não são necessárias. Assim se encontra tempo para ver a novela, navegar na internet, sair sem destino ou fazer outras atividades que não tem tanta prioridade.
E por falar em prioridades, como estabelecer o que é prioridade? Quem melhor que você mesmo para saber quais são elas?
agenda

Em casa, sente-se e defina quais são seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Então poderá estabelecer as ações que são prioritárias para alcançar os objetivos.

Use uma agenda para melhor distribuir as tarefas pelos dias, semanas e meses. Dessa forma é mais fácil definir as suas ações.
Psicóloga: Inês Hurtado
CRP 06/19519

A Depressão Sob o Olhar do Psicólogo – Inês Hurtado de Oliveira Niero

A Depressão Sob o Olhar do Psicólogo
Escrito por : Inês Hurtado de Oliveira Niero – CRP06/19.519

O que é Depressão?
É um tipo de distúrbio mental que perturba o humor da pessoa, distorcendo a maneira pela qual ela vê as pessoas e o que lhe acontece.
Sintomas:
-Tristeza.
-Desesperança.
-Desânimo
-Perda de apetite ou comer demais.
-Descuidar da higiene pessoal e do ambiente.
-Pensamentos negativos.
-Choro frequente.
-Irritabilidade.
-Ansiedade -Insônia / sono excessivo
-Em casos graves, pensamentos e atos suicidas.
A depressão afeta tanto a vida de quem sofre com ela, como a das pessoas que estão a seu redor. A detecção precoce é fundamental para evitar as piores consequências.

É o mal que encabeça as consultas psiquiátricas e psicologia clínica. E cresce cada vez mais. Estima-se que a depressão ocupará o segundo lugar entre as causas de doenças e incapacidade no mundo no ano de 2020, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.
A depressão afeta todas as faixas etárias, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS. Calcula-se que há mais de cem milhões de pessoas deprimidas no mundo.

Depressão x Tristeza Normal
Não desaparece Vai diminuindo com o tempo, sem tratar
Afeta a capacidade de: A pessoa retoma a sua vida normalmente.
Sentir, pensar e agir.
Se não tratada pode levar
ao suicídio.

Tipos de Depressão
1. Distimia: forma duradoura de depressão, marcada pela falta constante de alegria. Características: falta de humor, irritação, melancolia, sensação de fracasso. A preocupação e a culpa dominam seus pensamentos. Diagnóstico: quando ocorre há mais de dois anos sem que os sintomas desapareçam por um período maior que dois meses e incomodem ou prejudiquem a vida da pessoa. Pode evoluir para Depressão Grave. Envolve tratamento contínuo.

2. Depressão Bipolar: Dois pólos: Depressão x Mania. Episódios de tristeza ou raiva alternados por episódios de extrema alegria ou vontade de fazer as coisas de maneira exagerada, gerando comportamentos irresponsáveis. Há variações. Ex: compras, bebida, sexo, drogas, direção perigosa… Na fase da depressão há o perigo do suicídio. Diagnóstico: alternância de humor que traz prejuízo para pessoa e para os que com ela convivem. Não tem cura, mas deve ter tratamento contínuo com psicoterapia e psiquiatra.

3. Ciclotimia: forma branda e duradoura da depressão bipolar. A pessoa oscila entre a depressão branda e a hipomania. São episódios curtos que duram dias em vez de semanas. Diagnóstico: os episódios devem ocorrer durante pelo menos dois anos sem a interrupção dos sintomas por mais de dois meses.

4. Distúrbio Afetivo Sazonal: ocorre em algumas épocas do ano. Ex: as pessoas ficam apáticas durante o inverno, quando os dias são cinzentos e mais frios.

5. Depressão Pós-Parto: aparece em mães que acabaram de dar a luz , entre uma semana e seis meses após o parto. Diagnóstico: tristeza, choro, falta de vontade de se arrumar, medos extremos de não ser boa mãe ou até de machucar o bebê. A mãe deve ser tratada e ajudada.

6. Distúrbio Disfórico Pré Menstrual (TPM): doença cíclica que afeta 5% das mulheres que menstruam. Elas se sentem deprimidas, irritadas todos os meses, durante uma ou duas semanas antes da menstruação. Pode ser tratada na terapia e por meio de ingestão de alimentos adequados.

7. Depressão Grave: tristeza profunda e pensamento suicida. Precisa com urgência ser tratada com medicamentos e psicoterapia.

8. Depressão Psicótica: além dos sintomas da depressão, a pessoa tem delírios (melancólico, de perseguição, de influência…) e alucinações ( ouve vozes, vê coisas que não existem, sente algo esquisito, sinestésicas e olfativas. E para a pessoa aquilo é real). Diagnóstico e tratamento imediato e provavelmente internação.

Início
– Dificuldade de reconhecer a doença em si mesmo.
– Aversão por si mesmo (se culpa)
– Fadiga: sem ânimo para procurar ajuda
– Mania: sente-se invencível
– Muitos doentes se recusam a pedir ajuda.

Causas da Depressão
. Genéticas : vulnerabilidade herdada
. Biológicas: mudanças na atividade química do cérebro
Flutuações dos hormônios do corpo
. Emocionais ou ambientas: situações que causam estresse
. Doenças físicas
. Efeito colateral de remédios e drogas como o álcool.

Quem corre o risco de sofrer Depressão?
. Eventos estressantes graves e numerosos podem desencadear a doença.
. As mulheres procuram mais o tratamento que os homens, quando sentem tristeza, solidão ou desesperança.
. Os homens não admitem esses sentimentos e se refugiam no álcool e nas drogas.
. Se a pessoa tende a se criticar, ter atitude pessimista diante da vida, ou depende excessivamente dos outros, pode ter tendência a ter depressão, mais do que as pessoas otimistas e despreocupadas.

Como evitar a depressão?
. Ter uma vida mais saudável, cuidando da:
.alimentação,
.descanso .atividade física
.ficar alerta ao seu comportamento
Além desses cuidados, é saudável ter e seguir uma religião, como revela o relato verídico a seguir:
“A depressão é uma doença que ataca e destrói pouco a pouco a alma, o coração das pessoas, em silêncio…É como caminhar por um túnel de solidão e falta de paz que não tem fim. Você não vê a luz do outro lado e se sente aprisionado, sem saída. Mais que ter dinheiro, fama, família, amigos, é importante ter autoestima e encontrar a Deus e o universo dentro de você. É perceber que você faz parte desse universo que isso te traz a felicidade que vem de dentro para for. A verdadeira felicidade.”
Infelizmente, a ajuda não chegou a tempo para uma pessoa tão maravilhosa que alegrou e emocionou multidões. Descanse em Paz Robin Williams. 21/07/1951 – 11/08/2014

Psicoterapia
Os medicamentos antidepressivos aliviam os sintomas da depressão, no entanto não curam a doença. As eliminações dos agentes que causam o estresse e a mudança de atitude e conduta através da ajuda psicoterápica podem contribuir para a cura até o ponto de os medicamentos não serem mais necessários.
Psicoterapia é o tratamento através da fala, existem varias abordagens que trabalham de formas diferentes, A boa terapia deve sem duvidas acelerar o processo de cura.
Conclusão
A depressão é uma doença que afeta toda a vida do individuo, tanto psicologicamente quanto fisicamente, emocionalmente e socialmente. E para o bem, hoje já existem muitas formas eficazes de tratamento, como os fármacos e a terapia, que são essenciais no processo de cura, e é claro um estilo de vida saudável, que tanto pode evitar como ser um agente positivo durante o processo de cura.

Referências Bibliográficas
Guia Essencial da Depressão/ American Medical Association; tradução:Claudia Gerpe Duarte – São Paulo ; Aquariana 2002
Site: Vivir Salud
Psicologado – Depressão, o mal do século. Escrito por Liz Maria Almeida de Andrade,2013

Vivendo de Artesanato – Um relato de criatividade e persistência

E por falar na Terceira Idade…

É na Terceira Idade que a pessoa se aposenta, na maioria das vezes, e deixa de exercer suas funções na sociedade. É uma etapa difícil se não for bem esperada e preparada.

Algumas pessoas fazem do seu trabalho a razão da sua  existência. Não se imaginam sem a atividade que desempenham há tantos anos. A conseqüência dessa atitude é a inconformidade ao se desvincular da empresa. Aflora o sentimento de incapacidade e inutilidade.  A somatização desse sentimento traz as doenças físicas e psicológicas.  Por isso, é muito importante estar preparado para essa nova etapa da vida.

Se desde que nascemos passamos por transformações e adaptações, é normal que precisemos nos adaptar às novas condições.

Uma pessoa que cuida da saúde física e psicológica durante toda a vida, terá mais facilidade de realizar essa transição.

Um bom exemplo é a senhora Walquíria  Magalhães Martins, que reside em Guarulhos, SP.

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Walquíria e sua Irmã em 1952

Ela participa desde 2007  de um grupo de ginástica para a Terceira Idade onde fazem  alongamento, dança e caminhadas no Bosque Maia. Walquíria conta que adquiriu vida nova desde então; não toma medicamentos e se sente muito bem. Tem dois filhos e quatro netos e aproveita tudo que essa fase da vida pode proporcionar.

Nutre saudades dos tempos de juventude, mas recomenda a todas as pessoas que não parem no tempo, procurando cultivar a saúde do corpo, para manter a mente sadia e vice-versa. Participar dos grupos de Terceira Idade, segundo ela, é uma forma de conservar a juventude.

Recordando o seu passado, diz que no Parque Balneário Vila Galvão, atual Lago dos Patos, eram realizados bailes, que todos podiam frequentar. “ A gente era simples, mas se podia viver e divertir com tranqüilidade. Havia respeito, o que falta hoje em dia”.

Afirma: “ A vida era sacrificada mesmo para os jovens, que precisavam buscar lenha para alimentar o fogão. Mas era uma vida saudável. A água do Rio Cabuçú era limpa. Não havia coleta de lixo como há hoje, mas as ruas eram limpas, porque os pais ensinavam os filhos a não jogar coisas no chão. Todos se chamavam de senhor ou senhora e os mais novos pediam a benção aos mais velhos. Se podia confiar nas amizades”.

Carro da coleta de lixo
Carro da coleta de lixo

Apesar das comparações que faz dos tempos antigos com os atuais, mostra-se em sintonia com a modernidade: “ A gente precisa acompanhar o tempo, viver, conviver e usufruir a vida. Se não, as pessoas ficam doentes. Se ficamos ocupados de forma sadia, não temos tempo para envelhecer”.

Mudar, reciclar, transformar, aproveitar o que há de bom no passado e transportá-lo  para o presente. Assim semeamos nosso futuro, que é tão próximo como o momento seguinte!

Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel
Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel

Para finalizar cito o poeta Fernando Pessoa:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

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A Terceira Idade – Melhor idade?

Nas etapas de desenvolvimento do ser humano há um constante evoluir desde o início da fase intra-uterina até a fase adulta. O corpo cresce e se transforma.

Desde  bebê o ser humano  aprende diferenciar o seu eu do outro,  a compreender o que lhe dizem,  aprende a falar, andar, coordenar as necessidades básicas, viver em comunidade, ir para a escola e absorver as informações e muitos desafios mais. É um desenvolvimento integral.

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Mas, segundo os médicos, o nosso corpo tem a capacidade de manter-se e produzir tudo o que necessita para viver bem até os 30 anos. A partir dessa idade há uma diminuição do ritmo de absorção e reposição dos nutrientes. Se em nossa sociedade houvesse a cultura e a disponibilidade de uma medicina preventiva, seria nessa idade que procuraríamos um médico, mesmo sem ter ainda nenhum sintoma de carência ou doença. Porém sabemos que no Brasil essa é uma possibilidade ainda muito distante.

Nossa realidade é baseada na premissa de que a pessoa deve recorrer ao médico somente quando sentir algo diferente. Assim os anos vão se passando até chegar na terceira idade. Idade da aposentadoria e da diminuição da carga de trabalho  para alguns.

Algumas pessoas se sentem tão cansadas e  desgastadas que sonham em aposentar-se e poder descansar. Almejam ter sossego e o suficiente para viver o resto de suas vidas com dignidade.

Outras pessoas são ainda tão engajadas e produtivas que não querem parar de trabalhar. Têm saúde e disposição. Mesmo que se aposentem em seu trabalho, procurarão outra atividade para manterem-se ativos.

Existem aquelas pessoas que se identificaram tanto com o seu trabalho, que não conseguem desligar-se da sua função e encaram a aposentadoria como uma afronta e um desrespeito a tudo o que fizeram pela empresa.  Não admitem ser afastados e ficam doentes, chegando algumas vezes a uma depressão tão profunda que esquecem o sentido do que é viver.

Por fim, infelizmente, há o grupo de pessoas que se aposenta porque têm idade, mas a aposentadoria é irrisória e,  por isso têm que seguir trabalhando mesmo sem ter saúde ou condições.

Seja em que grupo for,  todos estão na terceira idade, que agora resolveram chamar de melhor idade.

A terceira idade tem características próprias e deve ser acompanhada de perto pelo médico de sua confiança. O enfraquecimento e desgaste do organismo devem ser levados em conta na hora de realizar qualquer atividade.

Além do acompanhamento médico é importante que se realize uma atividade física adaptada às necessidades de cada indivíduo.

O acompanhamento psicológico deve ser procurado sempre que notar mudanças no estado de humor ou comportamento.

Do meu ponto de vista, não deveria ser chamada de melhor idade. A melhor idade deve ser sempre aquela em que nos encontramos, independente da cronológica.  O importante é viver bem cada momento de nossas vidas e aprender com todas as experiências.

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Maria Dolores Minguez Riquelme. Julho de 1.987 – 92 anos de idade

 

Estabelecer objetivos em sua vida

Muitas vezes as pessoas se sentem perdidas, sem rumo, sem direção. Tudo parece sem sentido e fora do contexto.    Essa sensação de sentir-se perdido(a) na vida faz com que se tomem medidas ,movidas pelo impulso e pela dúvida, que  nem  sempre são as mais adequadas. Daí surge o mal estar e o descontentamento frente aos fatos.

A rotina suga o tempo e a energia e faz com que o importante seja adiado. Um exemplo disso é a pessoa que se levanta diariamente para trabalhar e acorda sem vontade. Se levanta de mau humor, chega atrasado ao serviço,  desempenha a sua função de forma a manter o vínculo com a empresa, mas isso não lhe traz felicidade. Pode até ser organizada no campo profissional, mas no aspecto pessoal impera o caos. Suas roupas, seus documentos e objetos pessoais estão na mais perfeita desordem. Se alguém a questiona a respeito, família ou parceira, a resposta é sempre do tipo: – Eu não sei por que se incomoda, pois para mim está bom assim. Eu sei onde está cada coisa.  É a famosa bagunça organizada!

Essa bagunça reflete o interior da pessoa, como ela está se sentindo em relação a tudo que a rodeia. É um indicativo de que essa pessoa precisa buscar ajuda.

Algumas pessoas pedem opinião a várias pessoas ou à melhor amiga. A amiga tenta ajudar com a melhor das intenções. Algumas vezes até da certo, e outras não. Mas, como saber?  O que fazer então? Quem pode definir  a sua vida de maneira imparcial, sem colocar uma  opinião pessoal?  Geralmente o conselho dado se inicia com essas palavras:

-” Se eu fosse você…”  ou   “ No seu lugar eu….”

E a pessoa expressa o ponto de vista dela e não o seu.  Mas como não há duas pessoas idênticas a esse ponto, o conselho ajuda,  mas não resolve.

Como então dar um rumo à sua vida? Como sentir-se confiante?

É fundamental conhecer-se, saber o que é importante ou não, o que deseja alcançar e como chegar lá.

Com a ajuda de um profissional, fazendo terapia, a pessoa se conhece, entra em contato com seus medos, desejos, ideais. Reconhece e valoriza sua capacidade e habilidades. Melhora a sua autoestima e se respeita como ser único. Percebe suas habilidades e suas limitações, o que pode melhorar ou mudar em seu comportamento.  A partir desse momento, pode traçar seus objetivos a curto, médio e longo prazo  e trabalhar para alcançar a suas metas em busca da realização e da felicidade pessoal.

Quando isso acontece, a pessoa sente-se mais feliz e percebe que sua vida faz sentido. A rotina passa a ser a sua aliada e as pessoas que fazem parte da sua vida  também sentem de forma positiva as mudanças que ocorrem naturalmente.

A mudança na maneira de ver a vida transforma o estado de humor e  gera a mudança de comportamento.

Se você se identificou com as características da pessoa do texto ou se lembrou de alguém que está se sentindo assim, saiba que a psicoterapia é o caminho para a busca de soluções.

Inês Hurtado

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Foto Disney -Estabelecer objetivos em sua vida.
Walt Disney idealizou um parque onde os pais pudessem se divertir com os filhos.Empenhou-se por toda a sua vida para realiza-lo.

Ser Mulher

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O que é ser mulher, além da definição dada pela identificação do sexo ao nascer?

Como se estabelecem os parâmetros para identificar-se com o gênero feminino?

Que ideias são transmitidas pela sociedade para transformar a menina em mulher?

Que ideias são aceitas e interiorizadas por cada uma?

A definição do papel da mulher vem sofrendo muitas mudanças ao longo dos anos. Se fizermos uma coletânea de fotos desde as nossas bisavós até os dias de hoje, veremos as profundas transformações do papel da mulher ao longo do tempo.

A mulher de antigamente não precisava saber ler nem escrever, precisava ser prendada e ter boa saúde para casar cedo e ter muitos filhos que deveria cuidar, além de realizar os afazeres domésticos. Não havia facilidades como luz elétrica, água encanada e nenhuma das máquinas que tornam essas atividades menos cansativas.  Essas mulheres não podiam expressar suas opiniões. Acatavam as decisões do pai e depois do marido. Eram submissas e sofriam caladas. Sabiam exatamente qual era o seu papel na sociedade e o que significava “ser mulher”.

A escritora Cora Coralina retrata muito bem essa realidade em seus livros. Ela tinha tanta vontade de aprender a ler e escrever, mas não lhe era permitido ir à escola por ser mulher, então ela aprendeu sozinha. Mulher de fibra e visão!

Cora-Coralina

Com as mudanças sociais, o progresso e a globalização, tudo muda a cada instante. E com tantas mudanças surgem as incertezas, a insegurança diante de tantos padrões ditados pela sociedade.

Hoje a mulher prioriza a aparência física, depois as amizades, o trabalho, o estudo e a busca de um parceiro. Não necessariamente nessa ordem.

Agora o importante é ser bonita. Seguir os padrões da moda. Corpo esguio, roupa de grife, cabelos ora lisos ora cacheados. A cor? Fica a critério do gosto de cada uma. As unhas, o botox, o silicone, a lipoaspiração, a plástica, a massagem, o bronzeamento, o…  Um sem fim de decisões a ser tomadas visando ser bonita. Mas… será que alcançam o objetivo? Afinal ser bonita é um conceito subjetivo. O que é ser bonita?  Se perguntarmos isso a dez pessoas, teremos dez conceitos de beleza. E o que fica bem pra uma mulher fica bem para todas? O  que dizer do biotipo, da personalidade e  da cultura onde está inserida?

Há mulheres que gostam de ter sua profissão, seu carro e ser independentes. Para elas, a preocupação com casar e ter uma família, está em segundo plano.  Em primeiro  lugar vem o sucesso.

A mulher é multiprofissional: mãe, cozinheira, administradora do lar, esposa, namorada, amiga, amante, faxineira, motorista, e… tantas atribuições tem, que muitas vezes não lhe sobra tempo para se cuidar.

Todas as mulheres deveriam ter um tempo para cuidar do corpo, da mente e do espírito.

O equilíbrio entre os três é necessário para ter uma vida saudável.

Faça uma agenda, observe como distribui as suas tarefas e que tempo destina ao cuidado pessoal.  Essa atitude lhe  trará benefícios e a cada pessoa que convive com você.

Afinal é refletindo que você chegará a uma solução para definir-se como pessoa, como mulher.

Adolescente – Família e Sociedade

Como é ser adolescente hoje?

Que papel desempenha com os amigos, com a família e na sociedade?

Como se sente e pensa?

O que pensa?

O que sente?

Quando era pequena, a criança tinha uma identidade definida, que embora em
construção, era facilmente definida pelos que a conheciam. Como por exemplo: o João
é sapeca, mas estudioso. É um perfil moldado pela família e pela sociedade onde se
vive. A criança era o que lhe ensinavam e o que captava intuitivamente.

Mas na adolescência tudo muda e se perde o referencial, não se aceitam pré-conceitos
estabelecidos e se busca uma nova identidade. O corpo se transforma e fica difícil
definir quando se deixa de ser criança e o quanto ainda não se é adulto.

Os amigos estão passando por isso também e igualmente se sentem confusos. Então
se recorre aos modelos em destaque. Através da televisão, cinema, shows, se procura
alguém pra servir de modelo a seguir. Seja na roupa, nas atitudes, na linguagem, na
aparência.

No meio de tanta procura, se perde o principal – a própria identidade. Isso é algo que
está em cada um. Ninguém é igual e devemos ser felizes por isso. Não somos clones,
não somos bonecos, nem precisamos nos parecer a ninguém. Cada um tem suas
características, seu caráter, seus valores e desejos. Tem seus sonhos!

O que importa então é buscar a verdade dentro de si. O autoconhecimento. Somente
quando se conhecer, poderá atuar como realmente é, sem máscaras, sem se esconder
nem ter vergonha – a famosa timidez por não se aceitar.

A partir do momento que se aceita e respeita como é, pode mudar o que não gosta e
atuar como deseja.

É preciso se conhecer, se amar, se respeitar e se valorizar. Não se pode esperar que o
outro faça isso por nós, se nós mesmos não o fizermos primeiro.

Psicóloga Inês Hurtado de Oliveira Niero

CRP06/19.519

7º Simpósido de Síndrome Metabólica do Hosp.das Clínicas – FMUSP

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Organização

Alfredo Halpern

■ Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
■ Chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia e
Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
■ Responsável pela Disciplina “Obesidade” da Pós-Graduação da Universidade de São Paulo;
mais detalhes

Marcio Mancini

■ Médico Responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de
Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
■ Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira para o Estudo da
Obesidade e da Síndrome Metabólica;
■ Doutor em Ciências na Área de Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP;
■ Médico-assistente do Serviço de Clínica Médica de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de 1991 a 2004;
■ Médico da Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de 1993 a 2003;
■ Membro do Conselho Editorial da Revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, desde 1999;
mais detalhes

fonte: link

O compromisso com o próprio corpo

Passos que devem seguir todos os que buscam melhorar a qualidade de vida, mantendo o peso sob controle:

– Cuidar da alimentação de forma equilibrada e saudável.

-Praticar esporte ou ginástica.

– Equilibrar as emoções, sentimentos e ações.

Há muito tempo a obesidade deixou de ser apenas um  problema estético, para ser  reconhecida como causadora de sérios problemas de saúde.

A pessoa que está acima do peso recomendado, pode desenvolver sérios problemas cardíacos, diabetes tipo 2, apnéia, lesões nas articulações, problemas de relacionamento, dentre outros.

Como se não bastassem essas doenças, essa pessoa terá mais dificuldade de conseguir um emprego, pois mesmo que ainda não tenha nenhuma das doenças citadas acima,  é candidato em potencial. Soma-se a isso o desconforto ao locomover-se e comprar roupas.

Ir ao endocrinologista, fazer os exames e seguir as recomendações dele é o primeiro passo para a busca da solução. Ele recomendará a dieta e  a prática de atividade física mais adequada. Os remédios para emagrecer estão sendo retirados do mercado, devido aos efeitos colaterais que provocam. Além disso, o efeito é passageiro e cessa quando a pessoa para de tomá-los.

Ir ao psicólogo se faz necessário para conhecer-se melhor, aceitar-se e definir metas a alcançar dentro de um prazo razoável. Se o emagrecimento é muito rápido, o corpo tende a trabalhar para repor o que perdeu. Se for muito demorado, ocorre a frustração por não ver mudanças significativas.

A mudança de comportamento traz o bem estar e a redução do peso de forma gradual e duradoura.

Afinal, como você quer estar dentro de 10, 20, 30 anos?   Como será a sua saúde? Poderá viver bem e realizar os seus sonhos e projetos?

Cuide-se enquanto é tempo, não espere para cuidar-se quando só poderá recorrer  ao último recurso: a cirurgia bariátrica.

 

A Vida na Aviação Comercial

Relato feito  pela comissária de bordo Juliana Rebelatto e publicado com sua permissão.423061_10150584424506799_927421685_n

Cada profissão exercida, sem exceção, tem suas vantagens e dificuldades. E para profissionais que trabalham na aviação comercial isso não é diferente.
Vendo esses profissionais uniformizados, muito bem alinhados, com suas malas prontas para alguns dias de viagem, parece ser a vida que pedimos a Deus!
Para muitas pessoas viver viajando, hospedados em hotéis, conhecendo lugares nunca antes imaginados pode ser comparado à vida de uma atriz de Hollywood;  assim escuto de muitas pessoas.
Mas antes de chegar ao destino final para desfrutar de tudo isto, existe uma série de procedimentos e normas a serem seguidos a fim de assegurar a segurança e integridade dos passageiros.
Os comissários de bordo (ou de vôo) estão sempre prontos para atender aos passageiros, sejam elas pessoas que estão viajando a trabalho, a passeio, ou para fazer tratamento médico. São pessoas com os mais variados motivos e por conta dessa variedade, o jogo de cintura para atendê-los  tende a ser maior.
Iniciando uma jornada, seguimos uma escala mensalmente programada que ditará a nossa odisséia. Podemos iniciá-la no Sudeste e terminar no Norte passando por algumas cidades. Nestas viagens posso perceber a diferença de cultura que nosso país tem. Quão rica a nossa gastronomia é,  o modo de vida de cada região, assim como a cultura.
E assim seguimos uma jornada de até cinco etapas diárias, de até seis dias fora de casa, com os horários nada convencionais. Curiosamente às vezes até me pego olhando o calendário ou perguntando para um colega, em qual dia da semana estamos, porque o domingo e qualquer outro dia da semana está totalmente descaracterizado no meu calendário. Vivemos pelas programações, por quantos dias estaremos fora de casa. E com o passar do tempo, você acaba percebendo que você convive mais com o seu colega de trabalho do que com sua própria família ou amigos.  Fazer laços de amizade na aviação é algo um pouco mais complicado, por conta de que cada programação é efetuada com uma tripulação diferente! E cada um com suas manias e particularidades.
Mas existe algo nos tripulantes que me intriga e que talvez pudesse ser tema de tese de conclusão de curso. Por mais que a vida na aviação traga muitas experiências boas, oportunidades das mais variadas,  percebo que alguns colegas tem o tempo de vida contado. Os planos são os mais diversos. O que importa é fazer seu pé de meia e dar certo. Já ouvi muitas histórias. Pessoas que acreditaram em seus sonhos e arriscaram ter uma vida ‘normal’.
Desde pessoas que arriscaram trabalhar por conta, como outros que tentaram a vida em empresas. Só posso contar os depoimentos dos que voltaram. Dos que não se adaptaram e sentiram falta da vida agitada  na  aviação.
Eu  acredito que o ser humano precisa de equilíbrio em tudo o que faz, em todas as áreas da sua vida. E nesta rotina de nômades, onde o sacrifício de passar vários dias fora do seu círculo pessoal é a conseqüência inevitável, faz com que alguns anseios fiquem de lado e assim até algumas frustrações venham a  aparecer.
Mas eu apesar de querer fazer algumas atividades à parte da aviação, continuo a aproveitar o que ela me oferece. Olhando cada ângulo diferente do que costumava olhar e aprendendo a ser melhor. Sempre. Afinal de contas, sempre podemos ir mais longe!

Este depoimento evidencia alguns aspectos importantes da profissão:
– A pessoa que quiser segui-la deverá ter em mente que deve ter facilidade de comunicação e adaptação ao meio e aos horários.
– Deve ser desprendido e não  ser muito apegado à família, aos amigos e  a/o namorada/o.
– Também ficam prejudicados os cursos, pois nunca se sabe se o dia da folga coincidirá com o dia do curso.
– Se isto não estiver bem claro, haverá conflito entre o seu trabalho e seus outros ideais.

Os conflitos nem sempre são resolvidos facilmente, porque a pessoa fica insegura na hora de tomar uma decisão. Mesmo depois que a decisão foi tomada, fica a dúvida se é ou não a mais acertada. São dilemas que podem causar doenças psicossomáticas que se iniciam, muitas vezes,  por uma dor de cabeça.
Assim, se estiver se identificando com esse texto, procure ajuda profissional. O psicólogo, através de entrevistas e testes, poderá ajudá-lo /a na tomada de decisões.

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Professor – profissão de desafios e problemas

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O professor é  aquela pessoa que pensa contribuir para tornar a sociedade melhor, através do seu trabalho de formar seres humanos que com suas habilidades e capacidades encontrarão seu lugar na sociedade.
Preocupa-se com o conteúdo e as estratégias que irá usar para transmitir os seus conhecimentos e tornar a aula agradável e interessante.
O salário não é o que o mantêm na carreira, na grande maioria dos casos.  Sabemos que os professores são mal remunerados pelas horas trabalhadas. Na realidade, o seu trabalho tem início com a preparação das aulas, continua  em sala de aula e prossegue após as aulas,  com a correção de trabalhos, provas, cadernos e apostilas.  Avalia se há necessidade de reestruturar suas aulas ou pode seguir adiante.
Essa é a parte mais fácil da profissão, o que é previsível e controlável. O professor dedica anos de sua vida  estudando e formando-se para isso.

A parte mais difícil é a que tem trazido  professores para a terapia:  a convivência com os alunos, pais, coordenadores e diretores. O estresse advindo desses relacionamentos tem prejudicado o desempenho e a vida pessoal e profissional deles.DSC04446

Há trinta  e três anos, quando me formei como professora, esses problemas praticamente inexistiam.  Isso porque as crianças vinham para escola com vontade de aprender e recebiam dos pais a instrução de respeitar o professor.
O professor representava a figura dos pais, na ausência dos mesmos.  Os alunos respeitavam e obedeciam as ordens dadas.  As aulas transcorriam  bem e o professor podia transmitir seus conhecimentos e ver, com satisfação, o progresso dos alunos.  Os alunos, por sua vez, aportavam suas ideias e conhecimentos para enriquecer as aulas. Havia uma troca de informações.   Nas festas escolares os professores se esmeravam para ensaiar números novos onde cada aluno pudesse mostrar sua alegria ao participar.  As famílias vinham para assistir e prestigiar, trazendo também, tios, avós, primos e vizinhos. Era uma confraternização onde todos saiam felizes.

Ao longo dos anos,  as transformações ocorridas na sociedade se refletiram dentro das salas de aula.  As crianças não mais recebiam a instrução de obedecer e respeitar o professor.  O professor deixou de ser respeitado como um pai ou mãe, até porque os filhos perderam o respeito pelos pais.  Os pais na ânsia de serem liberais se perderam na hora de estabelecer limites e transmitir valores.
As crianças pensam que sabem tudo e podem tudo. Até chegar ao triste quadro que vemos, no noticiário da TV,  de crianças que ofendem e agridem fisicamente os professores. Pais que vão à escola, sem saber como agem seus filhos na sua ausência, e põem a culpa no professor pelas más notas do filho.
A televisão, a internet e os meios de comunicação transmitem informações às  crianças que nem sempre têm a maturidade para entendê-las.

Os valores mudam radicalmente: se usam as pessoas e se amam os objetos.

A formação perde o sentido quando ouço de um pai:

-Se passar de ano, te dou um carro!

O filho vai “tirar a nota” que precisa não porque quer aprender, mas sim porque quer o carro.  Que valor esse pai transmite ao filho?

O sistema também mudou e por longos anos não se podia reprovar o aluno. Davam a ele todas as chances de alcançar a nota necessária. Caso isso não ocorresse, podia fazer um trabalho para complementar a nota. Os alunos sabiam e nem se preocupavam, pois sabiam que não repetiriam o ano e não haveria punição pela falta de estudo e mau comportamento.

Com tantas mudanças, o desafio do professor é cada vez maior.

1-     Dominar o conteúdo, preparar uma aula interativa, interessante e que compita com a velocidade das informações obtidas pelos alunos na internet.

2-     Ter jogo de cintura e driblar o mau comportamento dos alunos.

3-     Adequar-se à realidade da instituição onde presta serviço.

4-     Tentar formar o indivíduo que lhe foi confiado no papel de aluno, transmitindo os conhecimentos e valores necessários.

5-     Estar disponível sempre  que a escola o requisitar.

6-     Ter autoestima elevada para aguentar todas as adversidades sem deixar transparecer o seu cansaço, aborrecimento, desapontamento e  tristeza em todas as ocasiões em que seus direitos são desrespeitados.

Poderia prosseguir com essa lista, mas creio que já é suficiente para exemplificar alguns motivos que levam um professor a fazer terapia.

A terapia é um momento onde o professor pode expor todos os seus sentimentos e dificuldades. É um espaço de reflexão e reavaliação de sua atuação, de seus conceitos e objetivos. É o momento para estabelecer novas metas para o seu futuro próximo e também para o distante.

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Comer para quê?

Qual a relação que estabelecemos com os alimentos?

A alimentação deveria cumprir a função básica de alimentar e manter o perfeito funcionamento do organismo. Porém não é isso o que acontece atualmente.

Se voltarmos na história, desde a época das cavernas, o alimento era escasso e muitas vezes dificultoso de se conseguir.

O homem caçava e estocava o alimento, pois não sabia quando obteria mais. Para caçar tinha que andar muito e gastava assim muita energia. Queimava as calorias, por isso não engordava.

As pessoas cujas células armazenavam mais gordura tinham mais chance de sobrevivência. Assim, se fez a seleção natural da espécie.

Hoje tudo mudou. Vemos o alimento como fonte de prazer, status, maneira de descarregar tensões.  Deixamos de comer por ter fome real e passamos a comer por ter fome “emocional”.

Também a maneira de obter os alimentos mudou. É fácil. Nem precisamos mais sair para comprá-lo, é só chamar por telefone ou pela internet.  Não despendemos  energia física. Precisamos somente de dinheiro para pagar a conta.

Porém uma coisa não mudou… a maneira como as células armazenam a gordura.  O alimento ingerido é armazenado sob a forma de gordura e fica lá, esperando ser utilizado.  Mas como isso não acontece, devido ao estilo de vida sedentário, logo chega a hora de outra  refeição e a consequente ingestão  de mais carboidratos, gordura,  e tudo se acumula nas células.

Comer de forma seletiva

1 – Quando quisermos nos alimentar, deveremos primeiro perceber se a fome é real ou emocional.

2 –  Ter horário certo e fracionar as refeições. Comer pouco em intervalos menores de tempo. Assim o organismo sente que não ficará tanto tempo sem alimento e não armazenará tanto.

O ideal é fazer cinco refeições durante o dia: café da manhã, lanche ( fruta ou iogurte), almoço, lanche(fruta ou iogurte), jantar.

3 – A escolha dos alimentos deve ser seletiva. Deveremos nos perguntar qual a real necessidade daquele alimento para nosso organismo.

Um exemplo que aprendi com a minha gatinha,  pode servir para ajudar a entender nosso comportamento.

A gatinha, cada vez que passava em consulta com a veterinária, ganhava um biscoitinho doce próprio para animais.   Ela olhava, cheirava, empurrava com a patinha e não comia, mesmo se estivesse com fome. Esperava chegar em casa para comer sua ração.  Parece que “sabia” que aquilo não lhe acrescentava nada de bom. Esse pode ser chamado de instinto de conservação.

Nós também deveríamos ser assim. Olhar, analisar e somente comer o que for necessário e saudável.

Nós que subestimamos os animais e nos julgamos superiores, perdemos o instinto de conservação?

As nossas escolhas devem ser mais racionais que emocionais. Devemos nos perguntar se aquele alimento que estamos pensando comer e a quantidade escolhida  são realmente necessários.

Podemos substituí-lo por outro?

Podemos comer menor quantidade e ficar satisfeitos, sem sentir fome?

Procure uma nutricionista,  peça ajuda para montar um cardápio que seja adequado ao seu tipo físico e às suas necessidades diárias.

Se a sua fome é emocional, procure uma psicóloga,  descubra as causas e como resolvê-las.

Como você quer chegar à idade avançada?

A qualidade de vida depende de

  • Ter  boa saúde e   poder realizar atividades diárias.
  • Ter boa saúde mental.
  • Ter bom relacionamento com a família e os amigos.
  • Tratar as doenças que por ventura apareçam.
  • Poder manter a independencia dentro de casa.

Comece imediatamente a pensar nesses aspectos e envelheça com saúde e feliz.

Há um velho ditado que diz: o peixe morre pela boca!

Escolha seus alimentos e como quer viver.