A agressividade

Quando pensamos na palavra Agressividade, muitas imagens e ideias vêm a nossa mente. Diariamente vemos nos telejornais inúmeras notícias que desejaríamos que não houvessem ocorrido.  Espantamos-nos com o nível crescente desse sentimento que gera condutas inadequadas e prejudiciais a todos.

De onde vem  tanta  hostilidade, raiva e  ira que se transformam em agressividade verbal e  física?

Sabemos que o ser humano carrega dentro de si sentimentos antagônicos como o amor e o ódio. Mas é na infância, no desenvolvimento das relações familiares, que a criança vivencia esses sentimentos e aprende a lidar com eles.  A noção de limites, de certo e errado, e dos valores, modularão a expressão deles.

No início o bebê não tem consciência do outro e  o que sente é o que importa. Ele é egocêntrico. Com o passar do tempo e o seu amadurecimento, ele aprende a distinguir o que faz parte dele e o que não faz; toma consciência da mãe e do ambiente que o rodeia. Inicia assim a sua vida em sociedade. Percebe que não é o centro do universo e que os outros também têm vontades que nem sempre coincidem com a dele.  Mas se não aprender a entender e respeitar o próximo, será um egoísta e terá mais dificuldade de adaptar-se à vida em grupo.   São as crianças que fazem birra e conseguem o que querem, porque os pais não explicam a elas que há limites que devem ser observados, entendidos e seguidos.

A agressividade pode ser aprendida pela criança se ela vive em um ambiente hostil, onde as pessoas não se respeitam e vivem brigando. Para essa criança, isso passa a ser normal, uma vez que os pais são o modelo a ser seguido.

O que a criança vê em casa, repete na escola e em qualquer lugar onde estiver. Se ela não respeita os pais, terá muita dificuldade em respeitar o professor, o diretor e os colegas de classe. E sabemos que violência gera violência.

O ideal seria que essas famílias procurassem auxilio profissional, visando ter um ambiente mais saudável para criar seus filhos.  Respeito e carinho são fundamentais na formação da personalidade, assim como a noção de limites, de certo e errado e os valores que orientam o comportamento.

Por tudo isso que foi citado que encontramos nas ruas tantas pessoas egoístas e agressivas. Seja aquele pedestre que atravessa a rua devagar ou correndo entre os carros, seja aquele motorista que não respeita os pedestres e os sinais de trânsito.  No transporte coletivo vemos jovens ocupando os lugares dos idosos ou de pessoas com alguma deficiência.  Nos estacionamentos, não se respeitam as vagas para idosos e deficientes. Nas filas os idosos ficam até constrangidos de serem atendidos antes, porque notam os olhares de reprovação daqueles que ainda não chegaram à velhice e não percebem o cansaço e as dificuldades do ser humano nessa fase da vida.

A frustração também causa agressividade, pois o indivíduo que não consegue alcançar seus objetivos, só enxerga que a culpa é dos outros e não vê como pode superar essa fase e tentar novamente.

A capacidade de tentar de novo quando algo não der certo e  de se colocar no lugar do outro para entender o semelhante,  é  fundamental para diminuir os comportamentos agressivos e ter uma vida mais equilibrada. Haveria menos estresse e ansiedade dentro de cada um.

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