Está tudo bem com você?

Por: Inês Hurtado
Quando ouvimos essa pergunta, imediatamente respondemos que sim. Mas, está mesmo?

Vivemos em sociedade e isso tem um custo muito alto. Por não sermos auto-suficientes, dependemos do padeiro, do lixeiro, do médico e de todos que produzem um bem de consumo ou prestam serviços relevantes. Precisamos agendar, esperar, pagar e nem sempre ficamos satisfeitos ou somos bem atendidos.

Desperdiçamos horas de nossa vida parados no trânsito, seja em veículo próprio ou coletivo. Desconforto, demora, cansaço e irritação até chegar ao local de destino.

Quando vamos ao mercado, nos deparamos com o aumento de preços, apesar de que o governo afirma que não há inflação. O salário jamais acompanha a alta dos preços e nosso poder aquisitivo está sempre defasado.

Como se não bastasse, os impostos são caríssimos e não são utilizados para suprir as necessidades dos serviços públicos: saúde, educação, transporte, que estão em decadência ou inexistem.

Mas é no ambiente de trabalho, onde cada um passa mais tempo que em casa, que se travam as maiores disputas. Há sempre alguém que quer ser o centro das atenções e para isso não tem escrúpulos. Há os perfeccionistas, os resistentes a mudanças e tantos outros perfis psicológicos que tornam o dia a dia um verdadeiro teste de resistência.

Ao chegar a casa, pobre do ser humano que lá não encontra acolhida, paz e compreensão para mitigar o cansaço.

E depois de um dia como esse, eu pergunto a você:

– Está tudo bem com você?

Conviver e superar adversidades, a cada momento, exige assertividade e resiliência. A assertividade é a habilidade de expressar o que pensa e sente de maneira clara e direta, sem ofender. Resiliência é a habilidade de se adaptar ao meio.

Quando nossas decisões não são eficientes e nosso comportamento não é adequado, eclodem as doenças.

Somatizamos tudo o que não conseguimos resolver a contento. É como se engolíssemos os problemas e eles fossem parar no estômago, nas costas, na cabeça ou em outra parte do organismo que seja, para nós, mais sensível.

Os consultórios dos médicos estão cheios de pacientes com dores para as quais não se encontram causas físicas. Os exames dizem que não foram detectados problemas. E assim, sem saber o que está acontecendo, a pessoa se sente mal e não consegue achar a solução.

Parar e analisar a sua rotina é fundamental para detectar possíveis causas para o que está sentindo. Se depois que fizer isso, não conseguir encontrar a causa ou, se encontrar a causa e não souber como solucioná-la, procure ajuda especializada.

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