E por falar na Terceira Idade…

É na Terceira Idade que a pessoa se aposenta, na maioria das vezes, e deixa de exercer suas funções na sociedade. É uma etapa difícil se não for bem esperada e preparada.

Algumas pessoas fazem do seu trabalho a razão da sua  existência. Não se imaginam sem a atividade que desempenham há tantos anos. A conseqüência dessa atitude é a inconformidade ao se desvincular da empresa. Aflora o sentimento de incapacidade e inutilidade.  A somatização desse sentimento traz as doenças físicas e psicológicas.  Por isso, é muito importante estar preparado para essa nova etapa da vida.

Se desde que nascemos passamos por transformações e adaptações, é normal que precisemos nos adaptar às novas condições.

Uma pessoa que cuida da saúde física e psicológica durante toda a vida, terá mais facilidade de realizar essa transição.

Um bom exemplo é a senhora Walquíria  Magalhães Martins, que reside em Guarulhos, SP.

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Walquíria e sua Irmã em 1952

Ela participa desde 2007  de um grupo de ginástica para a Terceira Idade onde fazem  alongamento, dança e caminhadas no Bosque Maia. Walquíria conta que adquiriu vida nova desde então; não toma medicamentos e se sente muito bem. Tem dois filhos e quatro netos e aproveita tudo que essa fase da vida pode proporcionar.

Nutre saudades dos tempos de juventude, mas recomenda a todas as pessoas que não parem no tempo, procurando cultivar a saúde do corpo, para manter a mente sadia e vice-versa. Participar dos grupos de Terceira Idade, segundo ela, é uma forma de conservar a juventude.

Recordando o seu passado, diz que no Parque Balneário Vila Galvão, atual Lago dos Patos, eram realizados bailes, que todos podiam frequentar. “ A gente era simples, mas se podia viver e divertir com tranqüilidade. Havia respeito, o que falta hoje em dia”.

Afirma: “ A vida era sacrificada mesmo para os jovens, que precisavam buscar lenha para alimentar o fogão. Mas era uma vida saudável. A água do Rio Cabuçú era limpa. Não havia coleta de lixo como há hoje, mas as ruas eram limpas, porque os pais ensinavam os filhos a não jogar coisas no chão. Todos se chamavam de senhor ou senhora e os mais novos pediam a benção aos mais velhos. Se podia confiar nas amizades”.

Carro da coleta de lixo
Carro da coleta de lixo

Apesar das comparações que faz dos tempos antigos com os atuais, mostra-se em sintonia com a modernidade: “ A gente precisa acompanhar o tempo, viver, conviver e usufruir a vida. Se não, as pessoas ficam doentes. Se ficamos ocupados de forma sadia, não temos tempo para envelhecer”.

Mudar, reciclar, transformar, aproveitar o que há de bom no passado e transportá-lo  para o presente. Assim semeamos nosso futuro, que é tão próximo como o momento seguinte!

Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel
Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel

Para finalizar cito o poeta Fernando Pessoa:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

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